3. DINÂMICA – FÍSICA DO ESPAÇO E O TEMPO

O desenvolvimento da Mecânica Global explicou a equivalência gravidade-energia-massa no sentido da unificação da força da gravidade com a energia eletromagnética e o esclarecimento de como se cria a massa a partir da estrutura reticular da matéria o éter global.

Ao mesmo tempo, a Mecânica Global estabelece as bases da Dinâmica Global como ciência que estuda as causas do movimento.

Depois das Leis de Newton surgiram dois problemas da física do espaço e o tempo, o efeito de lentes gravitacionais da luz e a precessão anômala do periélio de Mercúrio. Ambos os problemas foram resolvidos pela mecânica relativista de Einstein, ainda que em minha opinião a dinâmica relativista seja incorreta para além de incompatível tanto com a Mecânica Quântica como com a Mecânica Global. Além disso, a precessão da órbita de Mercúrio já havia sido explicada na mesma fórmula por Paul Gerber em 1898.

Mais ainda, a mecânica relativista desnatura bastante o conceito de dinâmica ao relativizar o próprio espaço e o tempo, ao investir o conceito de velocidade.

A Mecânica Quântica, por seu lado, descobre novos conflitos na dinâmica das Leis de Newton no mundo do átomo e das partículas elementares.

La Física Global não só resolve o problema da curvatura da luz e do pequeno desvio nas órbitas dos planetas, como também distingue entre os diferentes tipos de movimento tendo em conta as suas causas ou natureza das forças que os originam.

O estudo das causas do movimento da Dinâmica Global implicou o aparecimento de uma nova perspectiva na classificação dos distintos tipos de forças e energia.

Por tudo isto, as Leis de Newton da dinâmica necessitam uma pequena adaptação quantitativa e uma grande mudança conceptual, especialmente no seu âmbito de aplicação.

Antes de explicar em profundidade os mecanismos e forças do movimento da luz e dos corpos em queda livre –no seu movimento atravé do éter global–, vamos analisar os elementos do conceito de dinâmica como o espaço, o tempo, movimento e velocidade, a aceleração e a força.

 

 

3.a) Conceito de espaço

Tanto o tempo como o espaço são conceitos convencionais ou construções mentais que fazemos para poder viver, compreender este mundo e tentar representar a dinâmica do que existe ou realidade. O conceito de espaço é necessário para uma definição de movimento.

Na atualidade a definição de metro da dinâmica da Física Relativista depende da velocidade da luz e da distância percorrida, e esta, por seu lado, do tempo relativo. Não pode ser mais simples!

Apesar de a noção espacial ser simples, o cérebro humano tem problemas quanto tem que usar as três dimensões espaciais em muitos ramos do conhecimento. Daí que tenhamos que ser especialmente cuidadosos na configuração científica da definição de espaço e não complicá-la mais do que é necessário.

Como sempre, o trabalho da ciência da dinâmica consistirá em estabelecer padrões convencionais que sirvam para todas as situações, que permitam as comparações e que sejam o mais simples possível.

O resultado será uma compreensão da realidade muito mais potente que facilitará um maior desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade.

O livro da Mecânica Global explica os denominados processos de expansão e contração do espaço sem abandonar a natureza do espaço euclidiano ou conceito de espaço de três dimensões. Para além disso, a Dinâmica Global permite entender uma característica importante do conceito de espaço relativista.

Espero que o seguinte exemplo facilite o entendimento da distinta natureza do espaço na Dinâmica Global e na Teoria da Relatividade de Einstein. Não é um exemplo exato mas aproxima-se um pouco e, por vezes, pode fazer que os textos relativistas se entendam melhor.

  • Exemplo de atravessar um rio.

    Imaginemos que temos que atravessar um rio pequeno e não há nenhuma ponte. Certamente procuraremos um sítio onde existam pedras para passar saltando de pedra em pedra para outro lado sem nos molharmos.

    Conceitos de espaço relativista
    Conceitos de espaço relativista

    A dinâmica relativista dirá que o rio tem sete metros de largura no lugar pelo qual se cruza se há que saltar sobre sete pedras. Ou seja, se no mês seguinte alguém pôs outra pedra para facilitar os saltos, a mecânica relativista dirá então que a largura do rio são oito metros. Deste modo, se tivesse desaparecido uma pedra porque a tivesse levado a água ou um ladrão de pedras, então haveria seis metros.

    Esta confusão deve-se ao fato da Teoria da Relatividade de Einstein não admitir a existência das pedras no leito do rio ou negar que a estrutura reticular da gravidade –éter global– seja o meio suporte da gravidade e da massa.

Não devemos confundir o campo gravitacional –éter luminífero– com o éter global.

Convém distinguir entre os efeitos do campo gravitacional como meio suporte da luz que explicariam a experiência Michelson-Morley, e as pequenas deslocações da massa e da energia eletromagnética devidos a segunda componente da atractis causa ou efeito Merlin na interação gravitacional, que explicariam os fenômenos da curvatura da luz nas lentes gravitacionais e a precessão anômala da órbita de Mercúrio e dos planetas em geral, como se expõe na seção Física do movimento com gravidade.

Existem outras diferenças na dinâmica entre o espaço relativista e o espaço euclidiano devidas aos efeitos matemáticos da relatividade do tempo e as suas diferentes causas, não sendo este o momento de analisá-las. Em qualquer caso, se se confirmasse o éter global, a Teoria da Relatividade de Einstein desapareceria diretamente.

 

 
Torre de Pisa Força, massa e aceleração
Proporcionalidade entre força, massa e aceleração

3.b) Natureza do tempo

Os elementos básicos da Dinâmica Global são o espaço, o tempo e o éter global, pois todos os outros derivados deles.

O tempo tem várias acepções, como comentei no apartado sobre a Teoria do tempo do livro da Equação do Amor. Em relação à dinâmica e o método científico, o conceito relevante deveria ser o de tempo absoluto e objetivo; porque cumpre a objetividade da ciência e é muito mais simples.

Ainda que a realidade se possa ver de muitas formas e, matematicamente, alguns modelos oferecem cálculos muito exatos, não parece que o Sistema Imperial de Medidas seja tão simples como o Sistema Internacional de Unidades (SI), prescindindo das unidades relativistas deste último sistema.

Há coisas que, pela sua importância, se devem experimentas ou poder experimentar diretamente se querem pertencer ao âmbito da ciência e não unicamente ao da filosofia. Eu acho que nada nem ninguém viajou no tempo, à margem da viagem no tempo absoluto que todos conhecemos. Da mesma forma, ninguém viu o espaço curvar-se e esticar-se depois, nem o movimento por outras dimensões físicas que só existem de forma abstrata –Contradictus in terminus.

Da mesma forma, no livro da Teoria da Relatividade, Elementos e Crítica dediquei um apartado ao conceito de espaço-tempo.

Para que o conceito de dinâmica seja realmente operativo e eficiente é necessária uma nova definição da unidade de tempo absoluto ou objetivo para que seja independente da energia. Atualmente, ao depender dela, o segundo é certamente relativo visto que depende das vibrações do átomo de Césio, cujo período é função de certos níveis energéticos que dependem, por sua vez, de muitos fatores, entre eles a velocidade e a gravidade.

A única coisa que há a fazer é ajudar a definição de tempo ou, melhor dito, de segundo estabelecida em 1967 pelo citado Sistema Internacional de Unidades, para que deixe de ser sensível às mudanças meio-ambientais que provocam variações na frequência dos fótons do átomo de Césio.

Para além de facilitar os processos mentais normais, essa definição de tempo irá permite-nos poder falar com propriedade de uma dinâmica no espaço euclidiano e tempo absoluto, ao delimitar tanto o conceito de simultaneidade dos acontecimentos como da sequência causa-efeito.

Convém recordar que a definição de tempo relativista acaba com o conceito de simultaneidade e que certos ramos da Mecânica Quântica defendem abertamente a inexistência da sequência causa-efeito, quase imprescindível até em filosofia.

A experiência física do Relógio Invisível, proposto no livro de Experiências de Física Global trata diretamente da controversa medição do tempo e o deus Cronos. A ideia desse nome é ressaltar que os relógios são afetados pela velocidade e pela gravidade, um relógio perfeito seria invisível no sentido de ser independente de qualquer condição; ou seja, poderia não ser suficiente ser invisível, mas a ideia que transmite continua sendo válida.

Sobre o problema da simultaneidade propõe-se a experiência do Comboio da Abruxavó, tendo em conta a velocidade da luz e o movimento de rotação da Terra.

Em definitivo, considero o conceito de tempo absoluto para efeitos científicos, como uma função monótona, contínua, uniforme e crescente.