1.b) Teoria dos buracos negros e contração do universo

Recomenda-se ler o livro da Mecânica Global para compreender as novas propostas sobre Astrofísica e a teoria de buracos negros; em especial, o ponto relativo às partículas subatômicas e aos mecanismos de criação da massa.

Ao fenômeno de criação e formação de massa física, a Mecânica Global denominou-o interação negra por supor um fenômeno diferente, ainda que relacionado, das interações gravitacional e eletromagnética. O fenômeno inverso da interação negra seria a interação branca ou conversão da massa em energia eletromagnética e relaxamento da tensão ou energia longitudinal do éter global; por exemplo, ao desfazerem-se parte das estrelas nas reações de fusão nuclear. Em definitivo, trata-se da interação da massa nas suas duas vertentes de criação e destruição ou transformação.

Não obstante, não há que esquecer que ainda que esta matéria deixe de ser relativa continuará sendo uma matéria muito especulativa. Esta parte da Física Global sobre a Astrofísica pretende apontar algumas ideias muito gerais sem entrar em demasiados detalhes.

Decidi mudar paulatinamente o nome de buracos negros pelo de bolas negras porque segundo a Física Global estes objetos astronômicos não têm nada que ver com um buraco e parecem-se muito a uma bola gigante.

Não se trata de mudar por mudar, mas sim de proporcionar ao cérebro o pensamento intuitivo e lógico em temas muito complicados pela escassez de informação experimental e teorias físicas de natureza puramente matemática por um lado e, por outro, situá-lo no novo paradigma da Física Global.

Dada a mudança de perspectiva sobre o espaço e o universo, convém fazer uma apresentação separada dos conceitos mais relevantes da nova teoria dos buracos negros, de forma a que se possam localizar e consultar com facilidade; portanto, vamos dividir a exposição em conceito, formação, tipos e efeitos principais das bolas negras.

 

 

1.b.1. O que é um buraco negro ou bola negra?

Ainda que ultimamente já não se fale muito de buracos no espaço-tempo nem de buracos de verme, há que reconhecer que o conceito de buraco negro foi um buraco em si mesmo, no qual cabiam teorias de todo o tipo.

O exótico fenômeno de buraco de verme para conectar duas partes do universo, também conhecido como ponte de Einstein-Rosen no espaço-tempo, ou um grande túnel gravitacional por onde a massa e a energia pudessem ser absorvidas por um buraco negro, não parece razoável à vista dos efeitos gravitacionais das bolas negras e das características da rede tridimensional do éter global. A Astrofísica Global é uma Astrofísicanão relativista.

A existência de buracos de minhoca –worm holes– que conectam dois universos diferentes ou universos paralelos é melhor nem a comentar do ponto de vista da ciência.

Outra forma simpática de definir os buracos negros ou bolas negras é dizer que se trata de átomos e partículas em estado de plasma, mas depois de me dar conta de que, segundo a Wikipédia, o espaço interestelar é formado por plasma, que o interior das estrelas também é formado por plasma e que temos adornos de plasma com bonitos efeitos de iluminação, cheguei à conclusão de que é melhor não mencionar muito o plasmodium, para não confundir o pessoal mais do que o necessário. Pelo menos num livro como este que não ambiciona uma precisão técnica detalhista.

Não é minha intenção criticar a Wikipédia, parece que plasma se refere a um estado da matéria diferente de sólido, líquido ou gasoso que se caracteriza por ser formado por íons ou partículas com carga em livre movimento.

Eu diria que a composição das bolas negras e inclusivamente das estrelas é algo mais complicado que o plasma, e não é que este seja fácil de descrever nas suas diferentes manifestações.

Física Global fala de estados de agregação básicos da estrutura reticular da matéria, como simetria total transversal ou eletromagnetismo e massa ou matéria comprimida.

A ideia intuitiva mais simples de uma bola negra é a de um objeto astronômico formado por matéria reticular comprimida ou massa que gera tanta gravidade que não deixa escapar a energia eletromagnética e, portanto, é negra desde o exterior. Ou seja, não é só capaz de capturar a energia eletromagnética que passa pela sua área de influência como também não deixa escapar a energia eletromagnética que sem dúvida se produz no seu interior.

Os buracos negros são como uma enorme bola de pequenas bolinhas e bolinhas em formação, absorvem a massa e a radiação eletromagnética que lhes chega mediante a criação de espirais e mais espirais no seu interior pelas forças de torção que operam sobre eles; pois a formação dessas espirais neutraliza a tensão da elasticidade transversal, ao transformá-la em tensão da curvatura longitudinal e energia de deformação reversível pela compactação do éter global.

O conceito de bola negra entender-se-á melhor depois de ler o processo da sua formação e algumas características mais importantes.

Tenha-se em conta que no final do século passado dizia-se que era impossível que existisse um buraco negro em cada galáxia. Agora se fala de milhões de bolas negras nas grandes galáxias.

 
 
 

 

1.b.2. Formação dos buracos negros

Este processo compreende várias etapas e não todas elas são necessárias. De fato, poderia ser que na grande explosão inicial do universo local, conhecida como Big Bang, se formassem num tempo muito curto massas muito grandes capazes de provocar as reações de fusão nuclear que dão lugar ao nascimento de estrelas ou de constituir diretamente um buraco negro.

A ideia genérica será a criação de pó cósmico em primeiro lugar, que dará lugar a planetas e estrelas por efeitos gravitacionais. Depois as estrelas, de acordo com a sua própria tipologia, podem ter distintos finais em função das forças que predominem, por exemplo o de gravidade ou de fusão nuclear.

Na Astrofísica Moderna existem diversas teorias sobre a origem dos planetas e todas elas com certo nível especulativo. Seguramente no espaço exterior existirão sistemas planetários com processos de formação diferentes.

De acordo com a Wikipédia a teoria mais aceite e que explicaria a maioria dos sistemas planetários é a do pó cósmico antes e depois do nascimento das estrelas e posterior disco de acreção.

A teoria da origem das plantas descreve a forma em que se produz e evoluem os discos de acreção do pó cósmico, mas não explica adequadamente a formação do pó cósmico.

Até agora, parece que se dá mais importância aos processos gravitacionais na formação de estrelas que aos processos eletromagnéticos. No entanto, ultimamente, há estudos que mostram mapas do campo magnético galáctico e intergaláctico.

Pó negro na Via Láctea
NGC 281 Bok Globules Absorção de luz e
formação de estrelas
NASA and STScI-Hubble Team
(Imagem de domínio público)
Pó negro na Via Láctea NGC 281 Bok Globules - NASA

A grande unificação da interação gravitacional com a eletromagnética e as interações nucleares fraca e forte realizada pela Mecânica Global permite entender com uma perspectiva geral o nascimento e origem da Terra, a formação dos planetas e o pó cósmico.

A Astrofísica Global, sem negar esses processos da gravitação, concede também um grande protagonismo aos campos eletromagnéticos; de acordo com os processos de formação e origem das partículas elementares explicados no apartado sobre Partículas elementares e constituição da massa do livro da Mecânica Global.

A mesma argumentação da criação da massa das partículas subatômicas como o próton e o nêutron ou as peculiaridades do elétron poderia explicar o aparecimento ou nascimento do pó cósmico em grandes regiões do espaço; independentemente de que as estrelas expulsem pó cósmico em explosões tipo supernova ou ao chocar e juntarem-se duas bolas negras.

Enquanto que nos buracos negros a interação gravitacional e a interação eletromagnética atuam no mesmo sentido; ou seja, favorecem o seu crescimento; nas estrelas como o Sol, as duas interações têm efeitos contrários em relação ao crescimento do astro.

Em princípio, a gravidade atrai a massa em direção à estrela, mas a força eletromagnética liberada pela estrela implica .... Por outras palavras, a estrelas está-se desfazendo.

Em resumo, podem existir distintos processos que dão lugar à formação de um buraco negro, como uma estrela de nêutrons, união de duas bolas negras, etc., mas o processo típico podemos dividi-lo nas seguintes fases:

  • Existência e criação de pó cósmico.

    Numa primeira fase, numa zona do espaço existirá pó cósmico por explosões anteriores de astros ou do próprio Big Bang ou por ter sido criado pela grande concentração de energia eletromagnética.

  • Formação de grandes massas.

    Na segunda fase, por efeitos gravitacionais irão formando-se pequenas agrupações de pó cósmico; que darão lugar à origem de asteroides e grandes concentrações de massas.

    Nesta fase aparecerão os discos de acreção que formam os planetas, buracos negros e estrelas.

  • Atração gravitacional da luz.

    A terceira etapa irá caracterizar-se porque as grandes massas formadas na segunda etapa começarão a ser suficientemente grande para agarrar a energia eletromagnética pela elevada energia potencial associada, não só por efeitos gravitacionais clássicos, mas sim pelo efeito Merlin; se bem que, em última instância, é o mesmo mecanismo fazendo com que o efeito total seja o dobro, como se explica nos livros Mecânica Global, Física e Dinâmica Global e Lei da Gravidade Global.

    O referido efeito é o que explica a curvatura da luz ou efeito de lentes gravitacionais e a precessão anômala da órbita de Mercúrio.

    Buracos negros

    Como se comentou mais acima, para serem realmente negras as bolas não só têm que prender a energia eletromagnética como também não devem deixar escapar a que é produzida no seu interior.

 
 
 

 

1.b.3. Características das bolas negras

Enquanto não se confirmarem certas hipóteses sobre a estrutura do universo, este ramo da ciência continuará a ser muito especulativa; pois dentro da nossa natureza tudo é possível menos algumas exceções como forças à distância, telepatia pura, outras dimensões espaciais, realidades múltiplas em função dos observadores ou viagens no tempo.

A única coisa que provocam estas figuras anti-intuitivas é um entorpecimento do desenvolvimento científico quando não se entendem como meros truques provisionais da ciência até que se descubra a realidade física subjacente. Eu diria que essas possibilidades epistemológicas configuram uma grande teoria antítodo.

Em qualquer caso, quero recordar que a Física Global sem chegar aos extremos da Física Moderna, é uma teoria muito ousada, especialmente na parte da Astrofísica Global.

  • Massa e tamanho dos buracos negros.

    De acordo com o próprio conceito de bola negra a massa mínima será aquela que consegue uma atração gravitacional global suficiente para não deixar escapar a energia eletromagnética.

    As bolas negras no centro das galáxias serão bolas massivas ou supermassivas, por vezes milhares de milhões a massa do Sol, ao capturar mais estrelas e relaxar a energia eletromagnética recebida de muitas mais estrelas que noutras zonas do espaço.

  • Rotação das bolas negras.

    Parece que a Astronomia detectou buracos negros do universo que rodam. Essa rotação poderia ser consequência, para além da rotação dos astros que os origina e da forma em que se produzam os correspondentes choques, da natureza transversal da energia eletromagnética.

    • Experiência fácil de física.

      Segurar um elástico pelos extremos e girá-lo em sentido oposto até que forme uma bolita no centro.

      Continuem a girá-la pelos extremos e vejam o que acontece!

  • Composição e estrutura interna.

    As bolas negras supermassivas talvez sejam um conjunto de partículas fundamentais porque a alta energia gravitacional rompa com os núcleos dos elementos mais pesados.

    Também é possível que a elevada energia gravitacional provoque estruturas rígidas de nucleons e que estas se comportem como partículas gigantes e, repetindo o processo, se possa chegar a produzir grandes dobras do éter global no interior das bolas negras supermassivas, pela captura de enormes quantidades de energia eletromagnética.

    • Experiência fácil de física.

      Podemos visualizar essas estruturas gigantes se pensamos numa rede tridimensional elástica com pequenos gudes nas suas retículas e que apanhamos umas quantas com a mão se giramos o punho.

  • Bolas negras e antibolas negras.

    E por ir um pouco ao mais além, tal como no caso das partículas subatômicas fundamentais poderiam existir dois tipos de buracos negros: dextrogiros e levogiros. Ainda que exista sempre a atração gravitacional; da perspectiva do campo magnético suportado, dois buracos negros iguais deveriam repelir e dois diferentes atrair; desde logo, parece uma história interminável. Já só falta que a sexualidade seja atração dextrogira-levogira, como a dinâmica política.

    Convém assinalar que um anti-buraco negro não seria uma estrela ou fonte branca, no que diz respeito à relação terminológica entre matéria e antimatéria. O fenômeno inverso de criação de massa –buraco negro– é a destruição de massa –fonte branca ou estrela– e é diferente da criação de massa de natureza dextrogira e levogira.

    Dito de outro modo, a natureza dextrogira ou levogira da massa ou da energia eletromagnética estará relacionada com os conceitos de matéria e antimatéria. Se uma bola negra é dextrogira, a sua anti-bola negra será uma bola negra levogira.

 
 

 

1.b.4. Efeitos das bolas negras

  • Atração gravitacional sobre a massa e a energia

    Este efeito deduz-se literalmente da sua definição ou conceito.

  • Emissão de massa e energia eletromagnética.

    Observou-se que alguns buracos negros emitem grandes quantidades de matéria noutros períodos de tempo.

  • Contração do universo.

    O fenômeno denominado contração do universo ocorrerá na área de influência de cada buraco negro desde a primeira fase do pó cósmico, como acontece a uma pequena escala nos átomos com a formação dos elétrons.

    A contração do universo será uma consequência direta da teoria das bolas negras como partículas com massa e a criação de espirais ou caracóis com absorção de radiação eletromagnética e compressão e compactação do éter global.

    A contração do universo seria um fenômeno semelhante à deslocação de uma teia de aranha tridimensional ao ter tendência a ir em direção ao centro e fazer uma bola central de muitas bolinhas com o material dos seus fios.

    Na nova teoria, dos buracos negros provocam fenômenos de contração do universo por contração do éter global ou estrutura reticular da gravidade. Estes fenômenos são conhecidos por outras teorias físicas como contração do espaço; pois entendem o espaço, a meu ver erradamente, como os pontos correspondentes do éter global na Mecânica Global. Assim, se o éter global se comprime haverá contração do universo segundo essas teorias.

    O fenômeno contrário ou expansão do universo seria produzido pelas estrelas ou fontes brancas com a emissão de energia eletromagnética consequência da interação branca ou descompressão da matéria reticular que forma a sua massa. Ou seja, poderíamos dizer que a denominada energia escura no universo visível é na realidade energia branca.

  • Choque de bolas.

    A fusão de duas bolas negras parece ser um fenômeno normal agora que se detectaram milhões de buracos negros.

    Um tema curioso será a fusão das bolas negras, uma dextrogira e outra levogira.

    Na realidade, é difícil que dois buracos negros com natureza espacial diferente possam existir próximos um do outro, visto que as forças que os criam se compensariam e não poderiam formar-se esses buracos negros. Claro que uma vez criados e neutralizadas parte das forças de torção, como uma grande bola de bolitas de elásticos, poderiam aproximar-se.