Molwickpedia Museu de ciência do futuro na Internet A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos |
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![]() O MÉTODO CIENTÍFICO GLOBALMª José T. Molina |
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I. FILOSOFIA DA CIÊNCIAI.1. O conceito de ciênciaSe nos perguntarmos pelo conceito de ciência ou simplesmente o que é a ciência, teremos que recorrer a uma disciplina externa, a filosofia da ciência. O pensador de Rodin Imagino que com o conceito de ciência moderno não se podia aceitar como certo porque não era necessário nem urgente; mas na prática, a maioria dos humanos pensava que não existiam ou tinham dúvidas muito maiores do que as razoáveis, o que é bastante diferente de não ter a certeza completa. Por outro lado, pode-se sempre negar a possibilidade da certeza por influência da filosofia. Com o conceito de ciência atual e a existência de vida orgânica acontece o mesmo, do ponto de vista lógico, não pode existir nenhuma dúvida razoável da sua existência fora do nosso planeta ou do sistema solar. Isto é assim pelo jogo de probabilidades puramente matemáticas. Outros conceitos mais modernos de vida ou mais clássicos, dependendo de como se veja, têm outro problema mais imediato, nem sequer se reconhece ou se pode reconhecer de forma científica a sua existência na Terra. Claro que outra coisa é negá-lo, como mais de um cientista pretende, porque com a negação acontece o mesmo que com a afirmação: São necessárias provas! Se nos perguntarmos pelo conceito de ciência ou simplesmente o que é a ciência, teremos que recorrer a uma disciplina externa, a filosofia da ciência. Em minha opinião, sem pretensões doutrinais, a filosofia está dividida em três grandes grupos: a filosofia pura (ou epistemologia), o estudo do conhecimento científico (filosofia da ciência) e o estudo do possível (metafísica). A filosofia analisa o mundo do possível e a ciência limita-se ao mundo do provado; a filosofia da ciência se não tem provas, restringe os conceitos enquanto que a filosofia pura necessita de provas para limitar um conceito. Filosofia da ciência entendida como um nível de raciocínio lógico que nos conduz ao conceito de ciência e não como uma disciplina acadêmica que utiliza muitas palavras em latim ou em grego ou referência a numerosos autores. Filosofia da ciência como a auto-limitação que se impõe à criança filósofa para descobrir as maravilhas do novo mundo que têm um profundo sentido comum. Neste título I dedica-se um apartado ao conhecimento científico e outro às fontes e características do mesmo. A percepção, a intuição e a lógica são as três armas utilizadas pelo homem para aumentar o seu domínio sobre a natureza. Como veremos o denominado método científico da filosofia da ciência tem três variantes principais baseadas nestes três instrumentos. Neste sentido, a percepção e a lógica são os conceitos extremos enquanto que a intuição se situaria no meio; permitindo esta última a formulação de teorias que superem em alguns casos as desenvolvidas através da lógica e da percepção ou da combinação de ambas. Em alguma medida toda a teoria é uma combinação das três. Por outro lado, inclusivamente do ponto de vista da filosofia da ciência não podemos negar que por vezes foi a loucura a que fez avançar a ciência ao ter-se proposto temas que pareciam impossíveis anteriormente. Noutras ocasiões o que fez avançar a ciência foi o amor, talvez se referisse a isso Newton ao contar-nos o maravilhoso conto da maçã. O nosso planeta, a Terra, é um de milhões de planetas (talvez infinitos) em existência no imenso Universo. Desde o princípio (ou desde sempre) os seres vivos em geral e o ser humano em particular trataram de compreender a vida e tentaram ordenar o mundo com a lógica, o que explica a origem e o desenvolvimento da filosofia. Como havia argumentações da filosofia da ciência e reflexões sobre o conceito de ciência em todos os livros de Molwick para tentar compreender porque tinha falhado tanto a evolução da ciência e o método cientifico, com a aceitação de paradigmas científicos e teorias tão pobres do ponto de vista do sentido comum, decidi reuni-las no presente livro dedicado ao citado Método Científico Global. Ao mesmo tempo, parece-me importante a defesa do método científico e do conceito de ciência atual porque é uma das grandes conquistas da humanidade e da vida em geral. Contudo, acho que seria conveniente que se desprendesse de algumas lápides decimonónicas e de obstáculos vigesímicas; entre as que se podem destacar os seus complexos ateus e o ser véu utilitarista respectivamente. O título I dedica-se a comentar as características do método científico, criticando parte da sua terminologia e propondo uma simples classificação das etapas e passos do mesmo. Aproveita-se a exposição para incluir dois novos métodos científicos e um pequeno apartado sobre os efeitos explicados pela sociologia da ciência na etapa da aceitação das teorias científicas. Por motivos sociológicos, acho que a filosofia da ciência se desvirtuou no século XX devido à quase constante negação de inegáveis avanços do conhecimento científico lógico por um aperfeiçoamento idealista inalcançável enquanto se abraça o ilógico sempre que represente interesses particulares ou de grupo. Talvez se deva a que o próprio desenvolvimento da filosofia da ciência e do próprio conceito de ciência se encontre na etapa da intrépida adolescência. Sobre a filosofia da ciência aplicada à análise de sistemas complexos versa o título III deste livro. Como sempre, em relação ao avanço científico, há que citar a existência no livro de Contos Infantis de um conto de terror sobre os velhacos da Inquisição, que é melhor ignorá-lo na medida do possível. Quem avisa não é traidor! Por outras palavras, este livro é dedicado aos autodenominados céticos modernos. O título IV concentra-se em rever os erros históricos mais relevantes que cometeu e continua a cometer o método científico pela utilização de uma filosofia da ciência adaptada às necessidades sociológicas. Vejamos alguns exemplos que sempre se chamaram a atenção pela falta de sentido comum e pela frequência da sua recorrência nos seres humanos, suponho que por uma implementação errônea da filosofia da ciência.
Como não podia ser de outra forma, o título IV contém apartados dedicados tanto à Física Clássica como à Física Moderna. Como estava satisfeita com os meus trabalhos anteriores, e tinha descoberto a Equação do Amor, decidi tentar compreender a Teoria da Relatividade, sem abandonar o meu conceito de filosofia da ciência e, em consequência, elaborei a Teoria da Equivalência Global para substituí-la antes que aconteça algum acidente estelar.
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Mª José T. Molina © 2007 Todos os direitos reservados |