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Molwickpedia Museu de ciência do futuro na Internet A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos |
![]() O MÉTODO CIENTÍFICO GLOBALMª José T. Molina |
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I. FILOSOFIA DA CIÊNCIAO nosso planeta, a Terra, é um de milhões de planetas, talvez infinitos, em existência no imenso Universo. Desde o princípio, ou desde sempre, os seres vivos em geral e o ser humano em particular trataram de compreender a vida e tentaram ordenar o mundo com a lógica, o que explica a origem e o desenvolvimento da filosofia. Para tentar compreender porque tinha falhado tanto a evolução da ciência e o método cientifico com a aceitação de paradigmas científicos e teorias tão pobres do ponto de vista do sentido comum, havia argumentações da filosofia da ciência e reflexões sobre o conceito de ciência em todos os livros de Molwickpedia. O pensador - Rodin Na concepção deste livro dedicado ao Método Científico Global decidiu coletar essas reflexões nele. Ao mesmo tempo, parece-me importante a defesa do método científico e do conceito de ciência atual porque é uma das grandes conquistas da humanidade e da vida em geral. Contudo, acho que seria conveniente que se desprendesse de algumas lápides decimonónicas e de obstáculos vigesímicas; entre as que se podem destacar os seus complexos ateus e o ser véu utilitarista respectivamente. I.1. Conteúdo e o conceito de ciênciaSe nos perguntarmos pelo conceito de ciência ou simplesmente o que é a ciência, teremos que recorrer a uma disciplina externa, a filosofia da ciência. Em minha opinião, sem pretensões doutrinais, a filosofia está dividida em três grandes grupos: metodologia da filosofia pura ou epistemologia, o estudo do conhecimento científico ou filosofia da ciência e o estudo do possível ou metafísica, ou se preferir metaciência. Com terminologia menos precisa, a filosofia analisa o mundo do possível e a ciência limita-se ao mundo do provado; a filosofia da ciência se não tem provas, restringe os conceitos enquanto que a filosofia necessita de provas para limitar um conceito. Filosofia da ciência entendida como um nível de raciocínio lógico que nos conduz ao conceito de ciência e não como uma disciplina acadêmica que utiliza muitas palavras em latim ou em grego ou referência a numerosos autores. Filosofia da ciência como a auto-limitação que se impõe à criança filósofa para descobrir as maravilhas do novo mundo que têm um profundo sentido comum. Neste título I dedica-se um apartado ao conhecimento científico e outro às fontes e características do mesmo. A percepção, a intuição e a lógica são as três armas utilizadas pelo homem para aumentar o seu domínio sobre a natureza. Como veremos o denominado método científico da filosofia da ciência tem três variantes principais baseadas nestes três instrumentos. Neste sentido, a percepção e a lógica são os conceitos extremos enquanto que a intuição se situaria no meio; permitindo esta última a formulação de teorias que superem em alguns casos as desenvolvidas através da lógica e da percepção ou da combinação de ambas. Em alguma medida toda a teoria é uma combinação das três. Por outro lado, inclusivamente do ponto de vista da filosofia da ciência não podemos negar que por vezes foi a loucura a que fez avançar a ciência ao ter-se proposto temas que pareciam impossíveis anteriormente. Noutras ocasiões o que fez avançar a ciência foi o amor, talvez se referisse a isso Newton ao contar-nos o maravilhoso conto da maçã. O título II dedica-se a comentar as características do método científico, criticando parte da sua terminologia e propondo uma simples classificação das etapas e passos do mesmo. Aproveita-se a exposição para incluir dois novos métodos científicos e um pequeno apartado sobre os efeitos explicados pela sociologia da ciência na etapa da aceitação das teorias científicas. Por motivos sociológicos, acho que a filosofia da ciência se desvirtuou no século XX devido à quase constante, por um aperfeiçoamento idealista inalcançável, negação de inegáveis avanços do conhecimento científico lógico enquanto se abraça o ilógico sempre que represente interesses particulares ou de grupo. Talvez se deva a que o próprio desenvolvimento da filosofia da ciência e do próprio conceito de ciência se encontre na etapa da intrépida adolescência. Outra forma de dizer o mesmo é que a comunidade científica trata de esconder as suas próprias limitações na complexidade e a suposta falta de lógica da natureza, quando essas características aparentes são a sua razão de ser, porque o ser humano ainda não descobriu grande parte da complexa lógica da natureza. Sobre a filosofia da ciência aplicada à análise de sistemas complexos versa o título III deste livro. Em relação ao avanço científico, há que citar a existência no livro de Contos Infantis de um conto de terror sobre os velhacos da Inquisição, que é melhor ignorá-lo na medida do possível. Quem avisa não é traidor! Por outras palavras, este livro é dedicado aos autodenominados céticos modernos. O título IV concentra-se em rever os erros históricos mais relevantes que cometeu e continua a cometer o método científico pela utilização de uma filosofia da ciência adaptada às necessidades sociológicas. Vejamos alguns exemplos que sempre se chamaram a atenção pela falta de sentido comum e pela frequência da sua recorrência nos seres humanos, suponho que por uma implementação errônea da filosofia da ciência.
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