María José T. Molina

O MÉTODO CIENTÍFICO GLOBAL

Metodologia da investigação

A metodologia da investigação dos paradigmas científicos enigmáticos é explicada pela sociologia da ciência por erros na fase de aceitação geral das teorias científicas.

IV. ERROS HISTÓRICOS DO MÉTODO CIENTÍFICO

IV.1. Metodologia da investigação

Não é fácil, compreender porque se dão os enigmáticos paradigmas da ciência ou porque é que o método científico cometeu erros tão grandes, continua a cometê-los e o muito que lhe custa admiti-los e retificar. Como já comentei, a sociologia da ciência de Kuhn explica bastante bem muitas das razões.

Em relação à crítica construtiva, uma complicação acrescida é que quando nos damos conta de que existem falhas grandes na doutrina ortodoxa começamos a desconfiar até das coisas mais elementares.

Vou comentar os erros maiores que, a meu ver, cometeu com especial referência a metodologia científica da teoria da evolução, por primar pela ausência, e a dinâmica histórica da metodologia da física moderna, ou seja, a física moderna de cada etapa da história.

Muitos dos problemas derivam da própria concepção errada da evolução e o humanismo egocêntrico apesar da principal contribuição de Darwin no sentido de convencer de que os humanos são macacos evoluídos.

Antes de expor erros cometidos em cada ciência concreta, vejamos algumas das causas gerais dos mesmos:

  • Estética da vida.

    Como se pode entender que a inteligência não mudou nos últimos 2000 anos? Esta asseveração geralmente partilhada aquilo a que apenas nos conduz é a pensar que a inteligência deu saltos gigantescos em etapas anteriores; porque entre os nossos primos macacos e nós humanos parece-me óbvio que há bastante diferença. Na página sobre evolução histórica e evolução humana do livro Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida citam-se algumas das consequências e fatos mais relevantes da evolução biológica do homem e as suas etapas de metodologia da investigação.

    Eu imagino que, com elementos tão essenciais e tão errados, toda a metodologia da história se ressentirá, visto que deles derivam argumentações igualmente errôneas e, por outro lado, será necessário procurar outros elementos que compensem os erros da estrutura gerada para que coincida ou seja compatível com a parte da realidade que não se presta a interpretações livres.

    A mesma argumentação pode utilizar-se em relação à metodologia da linguagem, parece que todas as línguas são semelhantes, se encontram na mesma etapa de desenvolvimento e têm o mesmo número de palavras. Pelo menos, não existem estatísticas claras da evolução do número de palavras de cada língua ao longo da história recente da humanidade. Digo eu, que alguma relação entre o número de palavras e a capacidade intelectual dos indivíduos.

    Mas parece que fica mais bonito dizer que a linguagem é uma característica inata a todos os humanos e que as variações entre grupos, tanto atuais como históricos, e entre indivíduos, se deve ao acaso. Cada um tem a sua estética, mas a metodologia científica está desenhada para procurar e aproximar-se à verdade objetiva.

    Mais ainda, a estética da realidade, se se compreende é melhor do que se costuma pensar à primeira vista. Acho que um bonito objetivo da vida é encontrar essa estética divina da essência da realidade.

     

  • Complexidade da ciência.

    Por outro lado, seguramente o êxito de certas teorias científicas está relacionado com a complexidade da realidade e a possibilidade, sem sair aparentemente da metodologia científica, de entender e explicar essa complexidade da forma mais conveniente para os distintos grupos atores a sociedade.

    Lo Estudo EDI
      Lo Estudo EDI

    Não é necessário dizer que esta complexidade da realidade foi uma constante na evolução da ciência dado que para cada etapa a investigação científica sempre se encontrou nos limites do desconhecido.

    Confesso que o mais difícil ao criticar uma teoria é conseguir conhecê-la bem, a mim custa-me muito acreditar em certas coisas e convencer-me de que efetivamente, a comunidade científica em geral e não um cientista em concreto pensa o que vou argumentar contra. Teria graça fazer um comentário crítico e que respondessem: “Isso é uma forma de falar, uma metáfora e nenhum cientista acredita nisso”. Bem, fazê-lo fazem-no constantemente e em todos os sentidos.

    Um dia perguntei na universidade vários temas relacionados com o tempo a um licenciado em ciências físicas e disse-me que não podia falar comigo porque não sabia o que era o tempo e não tinha tempo de me explicar porque era muito complexo. Acabou a conversa rapidamente. Eu estive de acordo com ele em que não podíamos falar, mas não coincidíamos nos pensamentos pessoais sobre as razões objetivas da impossibilidade citada.

  • Objetivos inalcançáveis.

    Outro grande erro, neste caso da metodologia da aprendizagem e da psicologia, acho que foi ter abandonado ou criticar desmesuradamente certas propostas que estavam corretas mas não ofereciam segurança absoluta. Desde logo, não se deve assegurar o que não se pode assegurar em sistemas complexos, mas isso não deve significar não reconhecer que seja certo na maioria dos casos e, portanto, com essas limitações, manter as posições doutrinais oportunas e não passar a defender as contrárias.

  • Falácia Ad hominem.

    Um assunto muito difundido é a falácia ad hominem ou argumentar contra a pessoa, como por exemplo, os raciocínios científicos. Quando não se tem argumentos... os engenhosos da Inquisição.

  • Falta de humildade da ciência.

    Muitas vezes existe a tendência para dizer que certos temas estão provados empiricamente quando não estão. Talvez seja o mais verossímil numa etapa, mas isso não é a mesma coisa.

    Isto dificulta a crítica construtiva de indivíduos realmente aceita essa suposta validação ou a falta de apoio de outras teorias ou ciências alternativas.

 

 
 
 
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