M O L W I C K
 

María José T. Molina

O MÉTODO CIENTÍFICO GLOBAL

Método de investigação científica

Problemas do método de investigação científica. A maior degradação do método de investigação científica em física provém das teorias de última geração.

IV.1.d) Método de investigação científica da física moderna

Se o método de investigação na física clássica se ressente de alguns conceitos, na física moderna os exemplos são mais abundantes como os que vamos ver da teoria da relatividade e da mecânica quântica. No livro da Teoria da relatividade, Elementos e Crítica Final expõem-se com detalhe os numerosos problemas da referida teoria com o método científico.

A teoria da relatividade não é que seja falsa, mas sim que tem partes um pouco acertadas e partes muito incorretas; mas, sobretudo é uma das teorias que mais artificialmente complica o conhecimento da realidade e o avanço da ciência.

Como era de esperar o máximo expoente da degradação do método de investigação científica tem-no as teorias físicas de última geração que dão a impressão de lutar para ver qual diz o mais surpreendente. É o que acontece por situar a utilidade como base filosófica do método científico.

É sempre um consolo que a própria comunidade científica manifeste que a Teoria da Relatividade é incompatível com a Mecânica Quântica.

A continuação se comenta alguns aspectos relacionados com o método de investigação científica nas teorias físicas mais famosas da Física Moderna.

  • Teoria da Relatividade.

    Não é fácil compreender porque se chegou a aceitar uma teoria que rompe de forma artificial e algo brutal com conceitos tão básicos como o tempo e o espaço.

    Do ponto de vista do método de investigação científica é revelador o fato de que mediante uma filosofia relativista se chegasse a generalizar a todo o universo o comportamento da luz na Terra. É um comportamento que se repete noutros ramos da ciência, o egocentrismo humano é tremendamente reincidente.

    Em certo sentido, o que aconteceu com a Teoria da Relatividade do tempo de Albert Einstein a princípios do século passado foi o contrário do que aconteceu com a teoria da Seleção Natural 50 anos antes; na teoria de Darwin excluiu-se qualquer aspecto que tivesse algo que ver com a vida como um ente real com vontade própria, reduzindo todo o problema ao resultado de um acaso determinista.

    Com a teoria da relatividade do tempo, acaso por reação ou complexo de culpa da comunidade científica perante uma excessiva frialdade da ciência, impõe-se a um dos ramos da ciência uma característica da vida de uma forma artificial.

    Por um lado encaixava com as fórmulas matemáticas de Lorentz de posicionamento relativo, por outro, como ninguém compreenderia, ficava muito bonito. E, por outro, parecia responder a algo estranho como é a variação subjetiva da percepção do tempo na vida real ou algo ainda muito mais complexo como as possíveis variações reais do tempo subjetivo ou interno que trata o livro em linha a Equação do Amor.

    A Teoria Especial da Relatividade apesar de ter permitido um importante avanço da ciência durante o século passado contém uma série de inconvenientes, conceitos ou suposições que são totalmente errôneos segundo o meu ponto de vista.

    Mais além da relativa relatividade do tempo e do espaço por serem abstratos, dizem-nos que o tempo e o espaço dependem de cada observador e da sua velocidade. Isso implica que existam diferentes tempos e espaços simultâneos e no mesmo sítio.

    Se fosse verdade, isso de que utilizamos o dez por cento do cerebelum para mim seria um exagero. Parabellum e não crê-lo!

    Além disso, deparamo-nos com o fato de que se põe tanto ênfase na ideia de velocidade máxima que até se aplica não apenas para velocidades físicas como também para mentais, como as de separação ou com mudanças de sistema de referência arbitrárias. Quando, além disso, se aplica em experimentos mentais, impossíveis de ser verificados empiricamente, o resultado pode ser coerente com qualquer teoria filosófica.

    Em definitivo, bastantes coisas esquisitas podem acontecer e acontecem como consequência de uma excessiva influência filosófica e matemática na física.

    Chega-se ao extremo de apresentar relógios que, partindo da mesma medição ou estado, por diversas circunstancias acabam mostrando tempos diferentes e argumenta-se cientificamente que não se deve a um erro de medida. Verdadeiramente impressionante e atrevido!

    O importante são os conceitos intuitivos básicos e não as fórmulas complicadas, porque se o método de investigação perde os primeiros, as segundas não nos dirão absolutamente nada, ou em todo o caso, nada que possamos compreender.

    Isso é precisamente o que penso do que aconteceu com a Teoria da Relatividade Geral, perdeu-se em fórmulas por uns resultados satisfatórios, que sem dúvida reúnem algumas regras reais do comportamento da natureza, mas tremendamente enganados conceptualmente pela influência da matemática.

    Na realidade o método de investigação científica deveria passar a dominar-se método de investigação técnica porque produzirá avanços técnicos mas o conhecimento conceptual vai-se diluindo até tal ponto que já não lhe chamariam conhecimento científico.

    Corredor no asilo - Van Gogh
    (Imagem de domínio público)  Corredor no asilo - Van Gogh (Dominio público)

    Voltando ao tema do tempo, o tempo externo ou convencional não se altera de nenhuma forma porque, de fato, para mim, teria que deixar de ser o que é, um conceito abstrato e absoluto por pura convenção. O mesmo acontece com o espaço, não obstante há que reconhecer que também se podem definir de forma relativa, a queixa principal é que se pretenda substituir uma coisa pela outra ou eliminar o tempo como conceito absoluto.

    Expressões como o continuum espaço-temporal, a velocidade do tempo, a gravidade como efeito geométrico ou a mudança constante de unidades de medida de todo o Sistema Internacional não me parece o mais adequado para um autodenominado método da investigação científica. Mais comentários sobre este tema encontram-se nos livros em linha da Teoria da Equivalência Global.

  • A Mecânica Quântica.

    Um passo ainda mais atrevido em assustar os neurônios é dado pela Mecânica Quântica, será por ser posterior à Teoria da Relatividade.

    Talvez resista aos novos conceitos, mas isso de que o gato está vivo e morto ao mesmo tempo sobre tudo me custa a imaginar.

    Que quando não se saiba algo se explique o princípio de incerteza é até simpático, ainda que não se possa duvidar da sua utilidade pois na realidade restringe a incerteza a um espaço mais limitado.

    Que o efeito de um fenômeno físico possa ser anterior à sua causa faz com que os meus neurônios dancem poH piH.

    Lamento, mas isso de estar em dois sítios ao mesmo tempo acaba com a paciência do meu particular método de investigação científica.

    Agora, a mecânica quântica tem uma coisa maravilhosa: a sua incompatibilidade com a relatividade. Repito este fato porque dizem-nos inumeráveis vezes que a Relatividade e a Mecânica Quântica estão largamente provadas ao longo de um século, suponho que se trata de um paradoxo mais do método de investigação científica a que nos têm acostumados.

  • A Teoria de Cordas.

    O prêmio, sem dúvida alguma, leva-o a Teoria de Cordas com o seu fato de dimensões à medida.

    A ideia é genial, como não se sabe onde vai parar a massa-energia absorvida por um buraco negro; inventamos uma ou uma dezena de dimensões adicionais onde cabe tudo, e arrumado o tema da unificação. Inclusivamente de certeza que há dimensões adicionais disponíveis em caso de necessidade imperiosa, por exemplo, para explicar uma fonte branca ou uma estrela de neurônios.

    Menos mal que ainda não podem provar a Teoria das Cordas empiricamente. Agora sim, não entendo por que não, se provaram que o espaço se estira e o tempo se dilata, eu diria que se poderia provar qualquer coisa. Talvez porque seria a guota que derrama o copo de drop.

 

 

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Quando Goblin acabou o livro,
liga à Mª José para lhe contar e diz muito contente:

– A primeira coisa que há que fazer
é tranquilizar-se e aceitar o impossível :) –

Então a Mª José diz-lhe:

– Se não te conhecesse surpreender-me-ias continuamente;
desde logo, tanta ironia não é bom.

 

 
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