4.a.3. Metodologia da física

A metodologia da ciência física deveria ser a que menos problemas deveriam colocar pela matéria que estuda. Em princípio se a maçã de Newton cai ao chão, cai independentemente das ideologias ou interesses de qualquer tipo. No entanto, se se analisa com maior profundidade veremos que as teorias ou conhecimento de física mudaram ao longo da história e, às vezes, negando totalmente a teoria anterior.

Algumas caíram inclusivamente depois de milhares de anos, como a dança dos planetas e do Sol.

Galileu a Inquisição (Imagem de domínio público)
Galileu a Inquisição

O problema maior da metodologia da física são as teorias novas porque as definições básicas nunca são dedutivas e tratam do desconhecido até esse momento. Sempre haverá um conjunto de teorias alternativas propondo soluções mais ou menos aventureiras e a população em geral demorará anos ou décadas em assimilar a complexidade da sua época.

Um exemplo esclarecedor do tema é o dos antigos feiticeiros, todos temos a ideia de que inventavam explicações pseudo-científicas para conseguir poder na tribo; mas se analisamos da perspectiva da sua época, então, damos conta de que na realidade eram uns verdadeiros cientistas modernos.

Vejamos em seguida alguns conceitos da física clássica e da física moderna que, a meu ver, atacam o sentido comum e desvirtuam a metodologia da ciência por entorpecerem o raciocínio na matéria.

  • A física clássica.

    • O conceito de energia.

      Chama a atenção que sendo o conceito de energia a aceleração da massa numa unidade de espaço, não tenha massa. Para um desses mistérios místicos, sobretudo se ainda por cima se mantém a transformação entre massa e energia e que são como duas manifestações do mesmo.

      Em definitivo, os conceitos adquiridos recentemente sempre são algo imprecisos e inconstantes pelo que não se deveriam considerar imutáveis.

      Energia = massa * aceleração * espaço
      = massa * velocidade²
      = kg * m² / s²

      ♦ A energia não tem massa
    • A energia potencial gravitacional - Energias negativas.

      Energia potencial gravitacional de uma massa num ponto do espaço é o trabalho que realiza o campo gravitacional para deslocar a massa m desde o referido ponto até ao infinito. Segundo a definição a energia potencial é sempre negativa e o seu máximo é sempre zero.

      A relação entre gravidade, a energia potencial gravitacional, cinética e eletromagnética dá que pensar em relação à verdadeira natureza da gravidade.

      Quando não se sabe com certeza alguma coisa, procuram-se soluções para poder avançar. A existência de energias negativas, ainda que seja convencionalmente, é um bom exemplo do que não se deve fazer com uma boa metodologia da física, pois produz-se um conflito nas referências básicas do cérebro na hora de estruturar certos conceitos.

    • A energia de enlace.

      Se denomina assim a energia que se libera quando se unem os prótons e nêutrons para formar um núcleo atômico, penso que seria melhor denominá-la energia de liberação e não de enlace, pois esta energia precisamente é a que não está presente no enlace ou enlaces do núcleo atômico.

      Este caso não é que seja muito grave, como os anteriores, mas os conceitos e denominações que não se correspondem com o significado das palavras entorpecem o raciocínio lógico, mais se é uma prática comum e se o significado é justo o contrário ao esperado pelo cérebro.

Com caráter geral pode dizer-se que falar de elementos negativos da realidade física esgota rapidamente os limites do cérebro no raciocínio complexo.

Mais informação nos livros em linha da nova teoria de tudo da Física Global.