III. Teoria da Relatividade Geral de Einstein

A Relatividade Geral, de 1916, inclui tecnicamente a Teoria da Relatividade Especial de 1905. Neste apartado comenta-se a parte nova ou acrescentada, que fala principalmente sobre os efeitos da gravidade.

O desenvolvimento da Teoria da Relatividade Geral tornou-se necessário para explicar os sistemas acelerados e as incoerências e lacunas na Teoria da Relatividade Especial; o principal exemplo seria o paradoxo dos gêmeos.

A justificação do argumento baseia-se no Princípio de Equivalência de Einstein, publicado em 1911, que se liga à relatividade inicial do tempo da Relatividade Especial. Aos efeitos temporais da velocidade relativa em sistemas de referência inerciais são acrescentados à gravidade, pelo Princípio da Equivalência, efeitos temporais.

Assim, os sistemas de referência acelerados ou com gravidade configuram-se como sistemas de referência não inerciais.

Por outras palavras, mudanças na velocidade –aceleração– serão equivalentes às mudanças na intensidade do campo de gravidade. De forma mais ou menos dissimulada está estabelecendo-se um sistema de referência privilegiado, o campo de gravidade.

A confirmação das teorias de Einstein mais difundida é a dos relógios atômicos. No livro de Experiências de Física comentam-se diversas experiências com relógios atômicos que também poderiam relativizar o tempo.

Por outro lado, o livro da Física e Dinâmica Global explica as razões físicas pelas que o átomo de césio muda a sua frequência de ressonância tanto com a velocidade como com a intensidade do campo de gravidade.

Na sua época, ao confirmarem-se algumas das previsões da Relatividade Geral confirmaram-se indiretamente parte da Teoria da Relatividade Especial, ao fazer parte dela e ter sido modificada ou ajustada, uma vez que em alguns aspectos a GR diz o oposto da RE.

Galassia espiral Andrómeda
NASA e STScI-Hubble Team (Imagem de domínio público)
Hubble Team-NASA-Galassia espiral Andrómeda)

Se se demonstrasse que tensão da curvatura longitudinal da estrutura reticular da matéria –campo da gravidade ou éter luminífero– arrasta a luz com a experiência Longínquo Michelson-Morley proposta pela nova Física Global, a RE praticamente deixaria de existir e, consequentemente, à RG aconteceria a mesma coisa ao cimentar-se sobre a primeira.

O problema fundamental abarcado pelas teorias de Einstein é o tempo, algo cuja natureza não se conhece bem e até agora ninguém, nem mesmo nenhum gêmeos, voltou do outro mundo. A Teoria da Relatividade Geral, apesar de seu impressionismo e das suas equações de campo, nunca recebeu o prêmio Nobel depois de muitas "verificações empíricas".

Ao mesmo tempo, dizer que a gravidade é um efeito geométrico da curvatura do espaço-tempo é dizer muito, e não é de estranhar que ainda existam aspectos da mesma por demonstrar ou até mesmo por compreender e que noventa anos depois se continue a dizer que a gravidade é uma força em todas as escolas.

A mim parece-me que algumas coisas são mais curvaturas da linguagem e das abstrações mentais do que das realidades físicas.

  • Confusão com a verdadeira relatividade subjetiva do tempo, do amor e da vida

    Na justificação filosófica da Relatividade Geral Albert Einstein usou ​​repetidamente modelos de comportamento ou sentimento humano; especialmente relacionados com o amor.

    Ainda que tenha dedicado aos efeitos do amor e outras situações vitais sobre o tempo o livro da Equação do Amor, queria recordá-lo aqui como uma das deficiências, por ser um dos falsos preconceitos que se têm sempre presentes nas experiências que confirmam esta teoria, pois não se devem misturar demasiado nem os pontos de vista subjetivos e objetivos, nem a física e a metafísica.

    Por outras palavras, se não estivermos previamente convencidos de que o tempo é relativo, qualquer jogo matemático complicado, como as equações de campo de Einstein, será facilmente aceite pela nossa mente que o confirme e, em minha opinião, será um erro tremendo, tanto material como formal.

    Sem dúvida, esta coincidência da perspectiva subjetiva do tempo com a imaginária ou fictícia da Teoria da Relatividade Geral é outra das casualidades ou circunstâncias que ajudaram a que se aceite a citada RG.

Um tema escorregadio é a visão intuitiva de tudo isso; ao relativizar os conceitos básicos da física perde-se completamente essa visão e tudo são problemas quase puramente matemática nas teorias de Einstein. Assim, parece o famoso contínuo espaço-tempo e passa-se ao espaço matemático de quatro dimensões da geometria de Minkowski da Relatividade Especial e da geometria de Riemann da Relatividade Geral.

Se a geometria de Minkowski acrescenta um quarto eixo ao continuum do espaço-tempo, a geometria de Riemann curva os quatro eixos. Se alguém tem interesse em explorar estas questões também pode estudar a métrica de Schwarzschild. Agora, fica advertido de que lhe poderiam causar tensores emocionais, apesar de estudar casos simples das equações de campo de Einstein.

Sem dúvida, a Teoria da Relatividade Geral foi testada empiricamente em algumas das suas previsões –como a precessão anômala da órbita de Mercúrio, anteriormente explicado por Paul Gerber em 1898–, mas isto não significa que as interpretações ou justificações teóricas dos fatos estejam corretas. Em suma, há interpretações de fatos empíricos e algumas partes das teorias de Einstein que considero mais ou menos corretas, mas outras não.

Não deixa de ser divertido como, por vezes, aparecem notícias sobre novas experiências para verificar a RG. Por algum motivo será!