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TEORIA COGNITIVA GLOBAL
A MEMÓRIA E A LINGUAGEM |
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Índice
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5.c) Base genética e origem da linguagemSe com a memória se apresentam temas irresolúveis de momento, com a linguagem estes se multiplicam, especialmente em relação à base genética e à origem da linguagem. Não obstante, podem ir-se adiantando algumas diretrizes sobre os fatores que intervêm na linguagem em relação à genética evolutiva e à origem da linguagem. A partir do exposto no livro sobre a inteligência e os apartados anteriores do livro da memória da Teoria Cognitiva Global podem citar-se os seguintes elementos em relação à origem da linguagem e à sua base genética.
Por outra parte, agora não é o momento de aprofundar a vertente da origem da linguagem escrita, ainda que as idéias e os argumentos seriam similares. Pode-se notar como a velocidade ao falar diminui imediatamente se tentamos expressar-nos com maior precisão. Em definitivo a confluência da inteligência e da memória lingüísticas produz os resultados espetaculares da linguagem. No livro da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida diz-se:
Em relação à origem da linguagem, eu partilho da idéia de uma base genética da linguagem mas sem negar a outra cara da moeda; nem todos os seres humanos temos a mesma predisposição em termos quantitativos. Pois, caso contrário, pareceria obra divina. Fazem falta anos de desenvolvimento do cérebro para adquirir um bom domínio da linguagem e, ainda assim, não se pode negar que a diferença no manejo da linguagem entre uns humanos e outros é bastante grande e evidente. Ainda que pareça, em princípio, menos bonita esta segunda cara da origem da linguagem, o trabalho de procurar a beleza dela seguramente terá uma maravilhosa recompensa. À margem da estética, vejamos como tanto com a teoria da Seleção Natural como com a TGECV a origem da linguagem deve ter uma base genética e não idêntica para todos os indivíduos. Com a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é evidente pois esta defende uma base genética e por conseguinte as diferenças encontradas nos indivíduos devem-se a diferenças genéticas. Mas se analisamos a evolução genética mendeliana com a Teoria Darwinista de base também chegamos a resultados parecidos. Por alguma coisa o grande contributo de Darwin, ninguém no âmbito da ciência o nega, é que o homem vem do macaco. Ou seja, a capacidade lingüística desenvolveu-se desde um estado muito primitivo, digamos de primatas, a outros mais desenvolvidos. Pois bem, se normalizamos, por exemplo, o número de palavras a uma variação de um a mil, só nos resta procurar como pode evoluir o referido número ao longo da história. Vejamos um a um os seguintes aspectos que possam ter influído e o seu possível efeito:
Para acabar, assinalar que a base genética da linguagem é indiscutível e que a importância relativa que se lhe atribui depende da escala temporal e populacional da análise; a longo prazo, seria absoluta tanto com uma teoria da evolução como com outra. A curto prazo, a nível individual, seria quase total com a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida e com a de Darwin bastante reduzida. Não obstante, a meu ver, no caso da linguagem do Homo Sapiens a Teoria Darwinista fracassa visto que necessitaria um longo prazo que não existiu, pois só tem umas duas mil gerações para se produzirem as mutações positivas, a fixação genética e a sua expansão ao conjunto da população. E só 40 delas nos últimos mil anos. Em qualquer caso, o crescimento exponencial atenuado parece-me obrigado, explique-se com a teoria que se explique.
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Mª José T. Molina
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