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Livros online grátis da globalização científica. A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos. Ideias modernas sobre física, biologia e psicologia da educação. TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
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VI.3. Psicologia evolutiva da inteligência e memóriaVI.3.a) Modelo estatístico da herança da inteligênciaUm dos argumentos principias utilizados para justificar a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é a existência do método de verificação da informação genética transmitida (VIG). Para verificar a referida existência devemos encontrar um modelo em que se cumpram as seguintes hipóteses:
Comentei em várias ocasiões que a inteligência, entendida simplesmente como a capacidade para preencher determinados “testes de inteligência” para evitar discussões bizantinas sobre o seu conceito ou sobre a capacidade de ser medida, é uma característica que cumpre as duas hipóteses anteriores. Esta figura mostra a forma genérica da função x>(CI) que vamos utilizar. Para um valor de QI a probabilidade acumulada diz-nos que os QI da população são iguais ou inferiores ao mesmo. Os QI mais geralmente aceites medem-se por relação ao outros indivíduos, de forma que se referem à posição relativa definida mediante uma função normalizada x> (QI) da distribuição estatística dos QI previamente estudados no processo de validação da referida função. Esta função relacionar-nos-á cada um dos seus valores com o percentil acumulado. As três escalas mais comumente utilizadas são as de Wechsler, Stanford-Binet e Cattell, todas elas utilizam uma função normal de média 200 mas diferenciam-se no desvio típico, estas são 15, 16 e 24 respectivamente.
ECdescend. = P(D1) C(D1) + P(D2) C(D2) + P(D3) C(D3) + P(D4) C(D4) Segundo as propostas do modelo, as probabilidades de todos eles serão idênticas e iguais a 0.25; da mesma forma, tendo em conta que o suposto de verificação da informação genética recebida, assumido por hipótese, nos diz que o gene significativo será o menor e inclusivamente inferior a este, visto que ao superior só se poderia chegar a verificar o mais pequeno na sua integridade. Não obstante suporemos, por simplificação, que se verifica na sua totalidade visto que para uma capacidade específica o gene maior normalmente conterá quase toda a informação do menor. EP2b = xinv [x (P2a) + (1 - x (P2a) / 2)] Como podemos imaginas as estimativas destes valores intermédios não são muito boas tomadas individualmente, mas o objetivo é conseguir estimativas sin desvio dado que, pelo efeito da combinação mendeliana de genes, a variação dos resíduos será sempre bastante grande.
Em qualquer caso podem fazer-se estudos preliminares, mediante análises de sensibilidade, para estimar os parâmetros anteriores e a sua posterior inclusão no modelo, visto que nada impede complicar o modelo se no final as estimativas são mais corretas. [Os três aspectos citados anteriormente foram comprovados satisfatoriamente no estudo estatístico sobre a inteligência realizado posteriormente]. No Estudo IDO sobre a hereditariedade da inteligência diz-se “Aproximadamente ter-se-ão calculado uns 500 milhões de coeficientes de correlação”.Outro aspecto importante é a possibilidade de calcular a correlação dos valores tendo em conta apenas os casos em que o menor é efetivamente o significativo, ou seja, que a correlação parcial de 50% dos casos deveria ser não apenas insesgada mas também ter uma variação muito pequena. [Esta última possibilidade não se confirmou pelas dificuldades intrínsecas das medições dos coeficientes de inteligência e outras limitações funcionais detectadas]. VI.3.b) Investigação estatística sobre a hereditariedade da memóriaA hipótese de verificação da informação genética recebida pode supor-se de forma negativa e daria lugar a uma reformulação do modelo para se poder verificar. Ambas suposições fazem parte da mesma teoria da evolução e produzir-se-iam de forma simultânea para diferentes capacidades. A seguinte figura mostra-nos o efeito sobre as capacidades dos possíveis descendentes que tem a suposição contrária ao método de verificação da informação genética VIG. A expressão das capacidades seguirá uma lei aditiva em vez de uma lei da intersecção. No desenho dos dados da figura, por simplificação, supôs-se que a adição era igual ao potencial do gene maior, considerando-se que todo o potencial do menor está incluído no maior. Algo parecido pode acontecer com a intuição em relação à inteligência, que às vezes é muito potente mas não nos podemos fiar nela.
VI.3.c) Linguagem, memória lingüística e raciocínio verbalNo caso da memória para a linguagem ou memória lingüística, esta poderia atuar escolhendo uma palavra, por exemplo, em função das primeiras propostas que receba do sistema de arquivos da memória. Convém ressaltar que, nesta ocasião, não de trata do emprego do método de verificação da informação genética VIG nem do seu contrário, mas sim de um diferente. Recordemos que no método VIG se esperava receber todas as propostas do mecanismo envolvido e se necessitava uma grande uniformidade das mesmas (verificação) para a sua aceitação enquanto que, na suposição contrária, unicamente se requer certa maioria. Agora, a aprovação produz-se sobre as primeiras propostas com uma mínima repetição. Digamos, para esclarecer com dados numéricos o parágrafo anterior, que se validariam as primeiras cinco palavras que se repitam 50 vezes; assim, não é necessário esperar terminar o trabalho dos milhares de milhões de neurônios que poderiam encontrar-se implicados no processo. Seguindo com esta argumentação e recordando que o gestor da memória se parece bastante à inteligência; seria o gestor da memória lingüística o que atuaria propondo as primeiras palavras que o seu mecanismo interno lhe proporcione. O processo global da linguagem teria como elementos fundamentais, por um lado, a memória lingüística, que conceptualmente contém o gestor mencionado deste tipo de memória e, por outro, o gestor da linguagem propriamente dito, que é o encarregue da expressão oral dos pensamentos e dos sentimentos. Por seu lado, o gestor da linguagem, tal como o gestor da memória lingüística não aplica o método de verificação da informação nem o contrário, mas sim um diferente, que atuaria de forma intuitiva mas muitíssimo mais rápido do que a intuição. A potência da complementaridade de dois caracteres que, como neste caso, não exigem o VIG, deveria ser bastante maior que a dos caracteres individuais quando aplicam o VIG. Esta poderia ser a causa de que a capacidade de linguagem humana e a sua evolução sejam realmente surpreendentes. A herança desta potência combinada também poderia ser objeto de investigação estatística visto que existem métodos para medir as variáveis mencionadas.
Existe uma famosa corrente filosófica que propugna uma forte componente genética da linguagem. O lingüista Noam Chomsky é o representante mais importante da referida corrente, denominada inatismo e, contraposição à corrente do construtivismo. Chomsky afirmou, há bastante tempo, ter identificado elementos comuns a todas as línguas dos humanos, o que implicava uma predisposição genética para o desenvolvimento da linguagem. A natureza genética da linguagem viu-se reforçada pela recente descoberta de um gene particular que afeta sensivelmente a construção de frases da linguagem sem afetar outras capacidades pessoais, ou o que poderíamos denominar inteligência geral, dos indivíduos da genealogia de uma família inteira objeto de estudo.VI.3.d) Herança habilidades musicais e relacionadas com a arteO comportamento de habilidades e outras relacionadas com a arte poderia ser semelhante ao da memória não matemática ou ao da intuição. O problema para efetuar análises estatísticas sobre estas habilidades encontra-se na existência de indicadores fiáveis com variáveis contínuas destas capacidades. |
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