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Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida

TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
CONDICIONADA DA VIDA

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Índice
  1. Evolução e método científico
  2. O conceito de evoluçao, vida e sistemas de impulso vital
  3. Análise das teorias evolucionistas precedentes
  4. Genética e evolução
  5. TGECV - Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida
  6. Investigação empírica
  7. Simulação da evolução. Bilhar espanhol da evolução
  8. Psicologia do desenvolvimento
  9. Teorias da origem do homem
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Livro online da TGECV - Nova teoria da evolução que indica uma tendência intrínseca da vida a melhorar.

 
 

VI.3. Psicologia evolutiva da inteligência e memória

VI.3.a) Modelo estatístico da herança da inteligência

Um dos argumentos principias utilizados para justificar a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é a existência do método de verificação da informação genética transmitida (VIG). Para verificar a referida existência devemos encontrar um modelo em que se cumpram as seguintes hipóteses:

  • Existência da evolução com aplicação do método VIG para uma determinada característica ou capacidade objeto de estudo

  • Existência de uma função que nos meça o diferente potencial da dita capacidade

Comentei em várias ocasiões que a inteligência, entendida simplesmente como a capacidade para preencher determinados “testes de inteligência” para evitar discussões bizantinas sobre o seu conceito ou sobre a capacidade de ser medida, é uma característica que cumpre as duas hipóteses anteriores.

Portanto, vamos desenvolver um modelo concreto de psicologia da inteligência baseado na herança da inteligência que nos permita comprovar se efetivamente parece que a natureza aplica o método VIG ou não. Outras razões para escolher a inteligência como variável de estudo são o fato de se tratar de um tema muito controvertido e estudado e de mostrar, em caso de que se confirme, uma parte das importantes repercussões que pode ter a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida (TGECV) no mundo da educação.

Existem numerosos estudos baseados em medições dos QI individuais ou coeficientes de inteligência. Os trabalhos realizados proporcionam conclusões um pouco contraditórias, enquanto que em estudos com gêmeos se alcançam correlações de até 80-85%, para outros tipos de relações familiares baixa até 30%.

Uma possível conclusão seria que a inteligência se herda como demonstra a alta correlação entre gêmeos e que a baixa correlação no resto dos casos se deve a não ter em conta a forma em que a herança se transmite de acordo com o exposto na TGECV.

Por outras palavras, pensamos que as baixas correlações entre os CI de irmãos não gêmeos se deve à combinação mendeliana de genes. Se se calculasse a correlação entre a cor das irmãs flores ou ratos nos típicos exemplos sobre as leis de Mendel também se obteriam valores baixos. Não é verdade?

Apesar da hipótese adotada, poderia ser que o modelo não obtivesse os resultados esperados pela natureza multifuncional da variável escolhida, e a possibilidade de que o código genético se possa encontrar situado em cromossomas diferentes, o que tornaria muito mais complicado o desenho do modelo da combinação mendeliana dos mesmos.

Também poderia acontecer que se observasse uma hereditariedade da inteligência de 50% mas que, ao mesmo tempo, se comprove que as regras de dominância sejam coerentes com as propostas pela TGECV em função da existência do método de verificação da informação genética VIG que, em definitivo, é o objetivo principal do modelo.

  Distribuição Normal.

Esta figura mostra a forma genérica da função x>(CI) que vamos utilizar. Para um valor de QI a probabilidade acumulada diz-nos que os QI da população são iguais ou inferiores ao mesmo.

Por exemplo x>(100) = 0.5 e a função inversa x>inv(Prob) = CI, ou seja, x>inv(0.5) = 100.

Os QI mais geralmente aceites medem-se por relação ao outros indivíduos, de forma que se referem à posição relativa definida mediante uma função normalizada x> (QI) da distribuição estatística dos QI previamente estudados no processo de validação da referida função. Esta função relacionar-nos-á cada um dos seus valores com o percentil acumulado. As três escalas mais comumente utilizadas são as de Wechsler, Stanford-Binet e Cattell, todas elas utilizam uma função normal de média 200 mas diferenciam-se no desvio típico, estas são 15, 16 e 24 respectivamente.



  Evolução da inteligência



O percentil como o seu nome indica é a percentagem da população de referência que tem um potencial igual ou menor ao valor da distribuição a que se refere. Assim, o percentil de 100 é o.50 ou 50%, ao ser a média da distribuição 100.

Escolheu-se este caso particular para formalizar o modelo geral ainda que pode haver muitas outras possibilidades, o raciocínio seguinte seria o mesmo ou muito semelhante para todas elas.  

O resultado da combinação dos quatro genes tomados de 2 em 2 de acordo com a teoria de Mendel e aplicando o método VIG produzirão os quatro casos diferentes de descendentes que mostra a figura. A esperança matemática da capacidade do novo indivíduo (ECdescendente) será a soma das esperanças de cada um dos casos ponderadas pelas suas probabilidades.

ECdescend. = P(D1) C(D1) + P(D2) C(D2) + P(D3) C(D3) + P(D4) C(D4)

Segundo as propostas do modelo, as probabilidades de todos eles serão idênticas e iguais a 0.25; da mesma forma, tendo em conta que o suposto de verificação da informação genética recebida, assumido por hipótese, nos diz que o gene significativo será o menor e inclusivamente inferior a este, visto que ao superior só se poderia chegar a verificar o mais pequeno na sua integridade. Não obstante suporemos, por simplificação, que se verifica na sua totalidade visto que para uma capacidade específica o gene maior normalmente conterá quase toda a informação do menor.

Recordemos que, por hipótese, o gene 8 (ou a parte da informação genética que está associada à capacidade estudada) mais potente de cada progenitor não se pode medir de nenhuma forma com a tecnologia atual, uma vez que não se manifesta na sua integridade dado que só se manifestará a parte contrastada, delimitando na medida do possível, os valores de C(D2) e C(D4); se trabalharmos sempre com probabilidades do valor central da sua esperança matemática ao calcular a correlação entre variáveis dependentes e independentes os erros tenderão a compensar-se.

Ainda que se pudessem medir as capacidades de todos os genes, também não obteríamos previsões exatas do valor da capacidade do descendente para cada indivíduo pela aleatoriedade da combinação genética mendeliana.

Os genes presentes em D2 são P1a e P2b, em D4 serão P1b e P2b. Destes três genes só conhecemos o potencial de P1b que é 100, pelo que para estimar o potencial de D2 e de D4 (ED2 e ED4) será necessário fazer uma estimativa prévia de P1a e de P2b (EP1a e EP2b).

Podemos reduzir EP2b ao seu valor central esperado, ou seja, a média dos valores de QI que se encontrem acima de P2a. Sendo o potencial associado ao percentil (x>inv) a função inversa de x> teremos:

EP2b = xinv [x (P2a) + (1 - x (P2a) / 2)]

Como podemos imaginas as estimativas destes valores intermédios não são muito boas tomadas individualmente, mas o objetivo é conseguir estimativas sin desvio dado que, pelo efeito da combinação mendeliana de genes, a variação dos resíduos será sempre bastante grande.

Em definitivo, se a análise a realizar com dados se revelasse positiva ficaria demonstrada a hipótese de que a herança é hereditária na sua maior parte e que segue as regras de evolução que implica o método VIG.

Assim que se disponha dos dados de amostra apenas haveria que verificar a correlação entre as variáveis definidas pelo modelos como explicativas com as explicadas [Felizmente, no livro do Estudo IDI mostram-se os bons resultados que obtive com os dados longitudinais conseguidos, r² = 0.96 e superiores].

Para além do problema assinalado em relação ao conceito da inteligência como conjunto de funções, neste modelo realizaram-se várias simplificações para a sua exposição. Para fazer estimativas mais coerentes seguramente haveria que incluir pequenas mudanças relacionadas com:

  • A melhoria interna da informação genética em cada geração, que poderia cegar a ser superior a 10%.

  • A não significatividade do gene de menor potencial na sua totalidade, salvo única e exclusivamente na medida em que esteja incluído no gene de maior potencial.

  • Outro fator, ainda que discutível, poderia ser a correlação que pode existir entre o valor dos genes dos progenitores devido aos mecanismos naturais conscientes ou inconscientes que, sem dúvida, existem na natureza na hora de formar casal.

Em qualquer caso podem fazer-se estudos preliminares, mediante análises de sensibilidade, para estimar os parâmetros anteriores e a sua posterior inclusão no modelo, visto que nada impede complicar o modelo se no final as estimativas são mais corretas.

[Os três aspectos citados anteriormente foram comprovados satisfatoriamente no estudo estatístico sobre a inteligência realizado posteriormente]. No Estudo IDO sobre a hereditariedade da inteligência diz-se “Aproximadamente ter-se-ão calculado uns 500 milhões de coeficientes de correlação”.

Outro aspecto importante é a possibilidade de calcular a correlação dos valores tendo em conta apenas os casos em que o menor é efetivamente o significativo, ou seja, que a correlação parcial de 50% dos casos deveria ser não apenas insesgada mas também ter uma variação muito pequena.

[Esta última possibilidade não se confirmou pelas dificuldades intrínsecas das medições dos coeficientes de inteligência e outras limitações funcionais detectadas].

VI.3.b) Investigação estatística sobre a hereditariedade da memória

A hipótese de verificação da informação genética recebida pode supor-se de forma negativa e daria lugar a uma reformulação do modelo para se poder verificar. Ambas suposições fazem parte da mesma teoria da evolução e produzir-se-iam de forma simultânea para diferentes capacidades.

A seguinte figura mostra-nos o efeito sobre as capacidades dos possíveis descendentes que tem a suposição contrária ao método de verificação da informação genética VIG. A expressão das capacidades seguirá uma lei aditiva em vez de uma lei da intersecção. No desenho dos dados da figura, por simplificação, supôs-se que a adição era igual ao potencial do gene maior, considerando-se que todo o potencial do menor está incluído no maior.

Algo parecido pode acontecer com a intuição em relação à inteligência, que às vezes é muito potente mas não nos podemos fiar nela.

 

  Evolução da memória normal



Outro tipo de investigação estatística poderia realizar-se com a memória matemática, aquela que exige certeza nas respostas, deve comportar-se da mesma forma que a inteligência, no entanto, não seria de estranhar que outros tipos de memória como a memória normal ou a capacidade relacionada com a linguagem, que têm a característica de admitir erros e aproximações fossem conseqüência da mesma informação genética que serve para criar a memória matemática, mas sob a suposição contrária à da verificação externa, ou seja, o nosso cérebro constrói-se com códigos genéticos de ambos progenitores  e ao operar, em certos processos como a memória normal, não vai requerer a segurança das respostas.

VI.3.c) Linguagem, memória lingüística e raciocínio verbal

No caso da memória para a linguagem ou memória lingüística, esta poderia atuar escolhendo uma palavra, por exemplo, em função das primeiras propostas que receba do sistema de arquivos da memória.

Convém ressaltar que, nesta ocasião, não de trata do emprego do método de verificação da informação genética VIG nem do seu contrário, mas sim de um diferente. Recordemos que no método VIG se esperava receber todas as propostas do mecanismo envolvido e se necessitava uma grande uniformidade das mesmas (verificação) para a sua aceitação enquanto que, na suposição contrária, unicamente se requer certa maioria. Agora, a aprovação produz-se sobre as primeiras propostas com uma mínima repetição.

Digamos, para esclarecer com dados numéricos o parágrafo anterior, que se validariam as primeiras cinco palavras que se repitam 50 vezes; assim, não é necessário esperar terminar o trabalho dos milhares de milhões de neurônios que poderiam encontrar-se implicados no processo.

Seguindo com esta argumentação e recordando que o gestor da memória se parece bastante à inteligência; seria o gestor da memória lingüística o que atuaria propondo as primeiras palavras que o seu mecanismo interno lhe proporcione.

O processo global da linguagem teria como elementos fundamentais, por um lado, a memória lingüística, que conceptualmente contém o gestor mencionado deste tipo de memória e, por outro, o gestor da linguagem propriamente dito, que é o encarregue da expressão oral dos pensamentos e dos sentimentos.

Por seu lado, o gestor da linguagem, tal como o gestor da memória lingüística não aplica o método de verificação da informação nem o contrário, mas sim um diferente, que atuaria de forma intuitiva mas muitíssimo mais rápido do que a intuição.

A potência da complementaridade de dois caracteres que, como neste caso, não exigem o VIG, deveria ser bastante maior que a dos caracteres individuais quando aplicam o VIG. Esta poderia ser a causa de que a capacidade de linguagem humana e a sua evolução sejam realmente surpreendentes.

A herança desta potência combinada também poderia ser objeto de investigação estatística visto que existem métodos para medir as variáveis mencionadas.

 

NOTÍCIAS DA EVOLUÇAO


"Cientistas de Oxford descobrem um gene que afeta especificamente a linguagem.  ...uma mutação de um gene a que chamaram FOXP2. A correlação é perfeita: os 15 membros afetados da família têm o gene mutante, e os outros 14 têm o normal......A mutação não atua mediante um estropício generalizado da inteligência, já que muitos dos afetados têm níveis intelectuais (não verbais) normais, e alguns têm-nos maiores do que os seus familiares não afetados.".
El País 04-10-2001. Nature.

Existe uma famosa corrente filosófica que propugna uma forte componente genética da linguagem. O lingüista Noam Chomsky é o representante mais importante da referida corrente, denominada inatismo e, contraposição à corrente do construtivismo. Chomsky afirmou, há bastante tempo, ter identificado elementos comuns a todas as línguas dos humanos, o que implicava uma predisposição genética para o desenvolvimento da linguagem.

A natureza genética da linguagem viu-se reforçada pela recente descoberta de um gene particular que afeta sensivelmente a construção de frases da linguagem sem afetar outras capacidades pessoais, ou o que poderíamos denominar inteligência geral, dos indivíduos da genealogia de uma família inteira objeto de estudo.

VI.3.d) Herança habilidades musicais e relacionadas com a arte

O comportamento de habilidades e outras relacionadas com a arte poderia ser semelhante ao da memória não matemática ou ao da intuição.

O problema para efetuar análises estatísticas sobre estas habilidades encontra-se na existência de indicadores fiáveis com variáveis contínuas destas capacidades.


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