María José T. Molina

TGECV

TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
CONDICIONADA DA VIDA

Teoria sobre a origem da vida

Moderna teoria sobre a origem da vida que aprofunda a complexidade da biologia e da genética. Definição e conceito de esta teoria da vida e a sua evolução.

V. TEORIA DA VIDA

Nos seguintes apartados, resumem-se brevemente as ideias apresentadas ao longo deste livro sobre a teoria da vida, a sua natureza, início e evolução.

V.1. Definição de vida e da TGECV

A novidade fundamental na definição da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é a consideração da evolução como um mecanismo interno de melhoria dos seres vivos, que se transmite à descendência e que, dada a complexidade dos aspectos envolvidos, utiliza múltiplos métodos, procedimentos e mecanismos, configurando-se para cada caso em função das suas condicionantes particulares.

A Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida pode resumir-se nas seguintes ideias básicas:

  • A característica fundamental da vida é a liberdade

  • Existe uma tendência intrínseca, desde o início dos tempos, para ampliar a esfera da liberdade mediante a evolução.

  • Os sistemas, métodos ou processos de evolução são múltiplos, configurando-se para cada caso em função de determinadas condições.

O conceito de liberdade utiliza-se no seu sentido mais amplo, significando a possibilidade de vencer ou afastar-se do determinismo, com ou sem caos, das deis da natureza, aumentando o leque de opções individuais dos seres que possuem o dom da vida. Independentemente de aspectos quantitativos, a liberdade será uma característica da vida desde o seu início.

A inclusão do conceito de liberdade na formulação e definição da teoria da vida proporciona um dado fundamental da mesma. No entanto, o conceito de liberdade não é necessário para a validação empírica dos aspectos científicos da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida.

Determinadas parcelas de liberdade podem ser tão pequenas que são imperceptíveis para os seres humanos, mas isso não significa que não existam ou que não podamos detectar a sua natureza através da intuição e estudá-las com ajuda de modelos teóricos ou experimentais. Por outro lado, os avanços nos instrumentos científicos aumentam constantemente os limites da nossa percepção inteligente.

A “evolução condicionada” tem que entender-se, não no sentido de que a evolução surge porque a vida tenda a adaptar-se às condições; mas sim que, desde o início da vida, através da evolução, tende a realizar melhorias com a finalidade de tornar-se independente ou libertar-se das restrições meio ambientais.

O termo de “evolução condicionada” refere-se não apenas às condições meio ambientais, mas também às condições lógicas derivadas dos seus próprios objetivos e natureza.

Poderia criticar-se o terceiro ponto desta teoria da vida por ser demasiado genérico. Explicar toda a variedade de mecanismos da evolução utilizados pela Natureza significaria a impossibilidade de apresentar a teoria de forma breve e concisa e, por outro lado, seria uma lista demasiado grande e incompleta.

As duas ideias importantes da nova teoria sobre a evolução da vida, no entanto, ficam sem dúvida evidentes: a variedade de métodos ou mecanismos e de condições.

Ao mesmo tempo, pode citar-se com caráter especial o mecanismo evolutivo da diferenciação sexual e o método de Verificação da Informação Genética transmitida (VIG) como as novas chaves em matéria de evolução, origem da vida, a evolução do homem e da inteligência.

Uma perspectiva global da nova teoria da evolução encontra-se mais em baixo. Por um lado assinalam-se algumas características principais da natureza da vida e, por outro, as múltiplas condições que afetam a evolução da vida com referência às teorias ou aspectos mais relacionados.

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Além disso, separaram-se as causas, métodos ou mecanismos da evolução condicionada da vida entre os relativos a fatores exógenos ou meio ambientais e as condições endógenas derivadas da dinâmica de qualquer sistema evolutivo.

 

TEORÍA GENERAL
EVOLUCIÓN CONDICIONADA DE LAVIDA
(TGECV - 1990)

  • Natureza da vida
    • Amor e liberdade (Criacionismo - Adam Adam Sedgwick)
    • Sistema de impulso vital (Lamarck, Nietzsche, Henri Bergson, Teoria de Gaia - 1969)
    • Tendência a melhorar (Desenho Inteligente - 1991)
    • Diferentes níveis de consciência (Teoria Cognitiva Global - 2002)
  • Evolução da vida

    • Causas endógenas – Teoria teleológica da vida

      • Garantia e segurança (Diferenciação sexual)
      • Continuidade da espécie prevalece sobre a do indivíduo (Gene egoísta)
      • Coerência ou compatibilidade interna (Isomorfismo das espécies)
      • Otimização da evolução (Saltos evolutivos, diferenciação sexual, seleção sexual, leis de Mendel - 1865)

       

    • Causas exógenas ou meio ambientais

      • Escassez de recursos (Teoria da Seleção Natural de Darwin - 1859)
      • A função cria o órgão (Teoria de Lamarck - 1809)

V.2. Teoria sobre a origem da vida 

Esta teoria sobre a origem da vida e a evolução tenta representar, pelo menos, um elemento de reflexão no longo caminho do conhecimento científico.

Toda a teoria da evolução é ao mesmo tempo uma teoria sobre a origem da vida, ainda que tente dissimular ou não falar da possível definição de vida.

A diferenciação sexual
  A diferenciação sexual

Igualmente, todas as teorias sobre a origem da vida terão uma grande influência na hora de interpretar o registro fóssil e restantes aspectos relativos à paleontologia, especialmente no que se referes à evolução do homem.

Os resultados da validação estatística do modelo sobre a herança da inteligência foram totalmente satisfatórios. É necessário ser consciente que, a priori, não teria que existir uma relação direta entre a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida e o caráter hereditário da inteligência: Não obstante, o fato de que a TGECV proporcione uma base lógica para o referido caráter e que este se verifique, de implicar um impulso importante na aceitação da nova teoria.

Independentemente das repercussões filosóficas e sociológicas sobre o início da vida e sociológicas sobre a evolução, a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida contém, a meu ver, aspectos realmente revolucionários desde a posição do método científico. É o caso da explicação da funcionalidade da diferenciação sexual, a maior precisão na definição dos conceitos de gene dominante e recessivo e outras muitas consequências práticas, como a muito possível existência do elo perdido na evolução humana.

Da formulação básica da teoria sobre o início e evolução da vida podem deduzir-se, de forma lógica, as seguintes conclusões:

NOTÍCIAS DA EVOLUÇÃO

 "O cromossomo Y de humanos e chipanzés difere em um 30%

Dado que ambas espécies se separaram há seis milhões de anos, este resultado indica que houve uma evolução muito rápida no cromossomo Y humano...

Sua sequênciação em 2003 demonstrou, no entanto, que é muito complexo e que se renova constantemente."

El País 13-01-2010. Nature.

  • Desenvolvimento dos genes ao longo da vida.

    A evolução do homem é consequência do desenvolvimento dos genes ao longo da vida dos indivíduos.

  • Verificação e complementaridade.

    Os conceitos, em teoria da evolução, da verificação ou não da informação genética e o de complementaridade ou não de dois ou mais caracteres, são muito relevantes na hora de explicar a evolução das espécies.

  • Viabilidade, melhoria e otimização.

    A diferenciação sexual pode implicar uma especialização evolutiva no sentido de que um sexo se especializa em evolução genética, e o outro em evolução ou melhoria da tecnologia de materiais para o desenvolvimento do novo ser e, junto à verificação externa da informação genética, permitir que uma das fontes se transmita sem nenhuma modificação estrutural; garantindo a viabilidade do novo ser e a sua rápida evolução simultaneamente.

    NOTÍCIAS DA EVOLUÇÃO

     "Amor híbrido...

    ... Mas também há fortes evidencias genômicas de hibridação entre os antepassados do chimpanzé e os primeiros hominídeos. E também entre os neandertais e os primeiros humanos modernos...

    O tempo de separação de sete milhões de anos é só a média das diferenças. A realidade é que há grandes blocos genômicos que são muito mais semelhantes entre humanos e chimpanzés do que a média. Ou seja, que se separaram muitos anos depois do que o resto do genoma. O caso extremo é o cromossoma X, que segundo os cientistas de Boston ‘tem menos de 5,4 milhões de anos’. A média é 7 porque outros blocos têm quase 10 milhões de anos."

    El País 16-12-2010

  • Diferenciação sexual.

    A diferenciação sexual é o método que mais contribui para a melhoria, viabilidade e otimização da evolução dos animais superiores, uma vez que supõem um sistema de evolução extremamente complexo. A justificação principal desta afirmação é que permite a utilização do método de verificação da informação genética transmitida (VIG) em diversos processos ao longo da vida dos seres, com diferentes mecanismos e com diversos graus de variantes do referido método.

  • Expressão Genética e significatividade.

    Os conceitos básicos de gene dominante e gene recessivo da teoria de Mendel perdem o seu sentido e, em caso de que o mantenham, salvo exceções para características de natureza discreta, revelam-se totalmente impróprios.

    O chamado gene recessivo é o mais potente e evoluído nos casos em que a verificação é uma das condições associadas à informação transmitida. Consequentemente, a TGECV muda a terminologia, denominando gene significativo ao gene que se comporta como uma restrição da expressão das suas funções associadas num determinado processo.

  • Sistemas de impulso vital.

    A metodologia da investigação poderia ser igualmente útil para o estudo de modelos complexos, como os denominados sistemas de impulso vital.

Uma simulação por computador desta teoria sobre a origem da vida e a evolução encontra-se no jogo grátis de bilhar Esnuka, permitindo uma assimilação intuitiva dos novos conceitos inclusivamente pelas crianças.

 

 
 
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