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Todas as teorias têm um substrato filosófico, inclusivamente as experimentais, o próprio conceito de percepção é um conceito típico estudado pela filosofia. Numa teoria da evolução, diretamente relacionada com o conceito da vida, esta dualidade manifestar-se-á mais abertamente. Convém, pois, ter presente ambas facetas para não as misturar, e não deixar que uma diferente posição filosófico-religiosa afete a aceitação ou rejeição da carga científica da teoria.
Na formulação da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida pode observar-se claramente o seu conteúdo filosófico, pois ao tratar de formalizá-la, deparei-me com o problema de defini-la de forma breve e concisa. Para isso deveria definir a vida de alguma forma e então surgiu o co0nceito amplo da vida: “A característica fundamental da vida é a liberdade”; contudo, pode aceitar-se plenamente o conteúdo científico desta teoria da evolução sem estar de acordo com a referida afirmação.
A anterior definição ajudou-me muito no desenvolvimento e aperfeiçoamento da teoria da evolução como se se tratasse de uma chave para solucionar um quebra-cabeça; ainda que, insisto, são temas independentes.
A problemática derivada da dualidade citada e a dupla acepção do conceito de evolução fazem com que se dedique o título II à delimitação terminológica do referido conceito por um lado, e por outro, a uma breve exposição em relação ao conceito da vida do ponto de vista da filosofia.
O título II contém os seguintes apartados:
- O primeiro, relativo ao conceito de evolução, fazendo especial referência às suas perspectivas temporal e espacial: as mudanças a longo e curto prazo e as mudanças na escala micro e macro. Convém assinalar aqui que a concepção darwinista da evolução altera o conceito de mudança ou modificação, não conhecia a micro-evolução e praticamente suprime a existência das mudanças a curto prazo em animais superiores.
- O conceito amplo da vida, de conteúdo estritamente filosófico.
- O último, sobre os sistemas de impulso vital, que seriam aqueles que se comportariam como os seres vivos, pelo menos, em relação às características dos seus processos evolutivos.
Por seu lado, o título III inclui uma crítica inicial de outras teorias da evolução. Assim, no anexo, inclui-se uma breve descrição das mesmas. Ao longo do livro, não obstante, acrescentam-se algumas críticas, principalmente à teoria darwinista, dado que é a geralmente aceite nos nossos dias, ainda que dependa de a que âmbito nos referimos. Parece ser que, em determinados círculos científicos esta teoria está a perder força à vista dos avanços em biologia e genética.
No título IV expõem-se as novas idéias sobre a evolução da vida; dividindo-se em quatro grandes apartados, o primeiro apresenta uma descrição geral do título, o segundo versa sobre argumentações lógicas cuja verificação científica se considera possível, outro das fontes ou origens das modificações genéticas e o último aspecto aos procedimentos, métodos, processos e mecanismos através dos quais se materializam.
Em concreto, as idéias da nova teoria da evolução andam, por um lado, em torno aos objetivos da vida como causa direta das mudanças na informação genética e, por outro, na forma em que estes se transmitem à descendência. As novas propostas são mais próximas conceptualmente às teorias de Lamarck e de Mendel que à de Darwin.
Este título refere-se fundamentalmente à evolução da vida no âmbito típico da genética, indagando sobre as origens ou causas imediatas das modificações da informação genética que se passam aos descendentes em função dos objetivos lógicos que todo o sistema evolutivo deve ter. Ainda que também incluirá analogias com os sistemas de impulso vital, fazem-se principalmente para efeitos expositivos.
Também inclui-se um exemplo explicativo do método de verificação da informação genética que utiliza a natureza.
Em seguida, o título V centra-se no conceito e natureza da TGECV, incorporando a sua definição da forma mais concisa possível, mantendo a essência da mesma. No terceiro ponto deste título incluem-se umas breves conclusões derivadas da definição da referida teoria da evolução e que, de fato, formam parte do bloco conceptual da mesma.
O passo seguinte seria o de verificação empírica ou demonstração teórica; no título VI reflete-se sobre a dificuldade de provar esta teoria da evolução e, ao mesmo tempo, da relativa facilidade de comprovar aspectos parciais da mesma. Para estes efeitos, propõe-se um modelo matemático estatístico, totalmente desenvolvido, para a comprovação do método de verificação da informação genética transmitida, nos termos expostos no título IV sobre a base de uma hipótese da hereditariedade da inteligência.
Assim, mencionam-se outros modelos particulares que também poderiam suportar uma verificação empírica.
O título VII descreve brevemente o programa Esnuka, desenhado para permitir de forma simples a assimilação das propostas desta teoria ao apresentá-las através de uma simulação por computador baseada no jogo do bilhar.
A confirmarem-se empiricamente os aspectos puramente científicos desta teoria da evolução, teria grandes conseqüências para o desenvolvimento da Biologia e da Genética, ao proporcionar a estas ciências uma base teórica coerente, especialmente aos avanços que já estão a dar-se.
Também se depreenderiam grandes conseqüências sobre outros ramos do conhecimento, como a Psicologia e a História. No título VIII apontam-se algumas destas conseqüências. A finalidade deste título é dupla, por um lado a exposição aludida das conseqüências da TGECV e, por outra, ajudar à aceitação da mesma na medida em que esta permita um melhor entendimento da realidade social em que vivemos e do seu desenvolvimento histórico.
Não deixa de ser curioso que se pudesse falar de um processo de globalização da ciência no século XXI.
Finalmente, no anexo, existe uma breve descrição em termos gerais das principais teorias da origem do homem.
Todas as notícias de evolução e biologia apareceram no diário El Pais na data assinalada e são, em certa medida, de temas de atualidade. Em caso de que a notícia de ciência e biologia esteja relacionada com um artigo numa revista internacional, esta é citada depois da data.
As notícias de ciência e biologia não fazem parte do texto no sentido de que são independentes por se ter acrescentado posteriormente ao mesmo; não obstante, tentou-se enquadrá-las contextualmente o máximo possível.
Pretende oferecer-se uma visão de o quê, como e quando chegam ao público em geral alguns avanços do conhecimento científico que se vai produzindo.
Convém assinalar que não estou necessária e integramente de acordo com as mesmas e que, por outro lado, por vezes o mais importante não é o conteúdo da notícia da evolução mas sim a forma, o tempo, a origem, o efeito, etc.
Ao mesmo tempo, indicar que também não se pretende ser, de maneira nenhuma, um resumo das notícias da de evolução, ciência e biologia mais importantes na matéria durante os últimos dez anos. Mais, escolheram-se por me terem chamado a atenção mas, em geral, podem encontrar-se numerosos artigos contraditórios com os apresentados, especialmente nos de opinião ou interpretação.
Em definitivo, o que se pretende com este grupo de notícias de ciência é manifestar como a cultura geral vai mudando em relação ao tema central que nos ocupa: a evolução biológica. Obviamente, sublinhar também as coincidências com a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida e que as linhas desta teoria se encontravam totalmente desenvolvidas e eram públicas desde Outubro de 1992.
Menção especial merecem o artigo publicado num suplemento especial do jornal El Pais a 26.11.1992 por Eric. H. Davidson (a) (autor do termo genes inteligentes!), o clássico conceito procariótico de gene copião e o artigo de 02-11-0-2002 em relação ao Congresso Nacional de Etologia (h), pelo importante apoio psicológico que me brindaram. Em linhas gerais, propõem um modelo evolucionista ou uma visão da vida parecida à Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, ou pelo menos, de uma inspiração semelhante.
Depois da lista de notícias de ciência inclui-se a lista de tabelas e figuras utilizadas.
Todos os artigos assinalados são posteriores à TGECV. |
Cada Pessoa é diferente, mas não devido è sua raça (c)
Ser humano e chimpanzé
Fósseis mais antigos
Curiosos micróbios
A forma mais simples de vida
Comportamentos democráticos
A justiça em macacos capuchinho
Sistemas viventes (a)
Escolher o sexo dos vitelos
Os gatos monteses espanhóis (b)
Mecanismo modificações genéticas no cromossoma Y (g)
Transferência horizontal (i)
Bactérias e eucariotas
Descobertas evolutivas (a)
O genoma humano do ponto de vista funcional
O genoma do arroz (e)
Os homens sofrem mais mutações genéticas
Homens, doenças e progresso evolutivo
Cópia de segurança do genoma
O genoma dos animais (e)
Preferências olfativas (d)
Caronistas nos cromossomas
Instruções reguladoras (a)
O enigma das abelhas
Perda de tempo (h)
Modificar a teoria da evolução (b)
Meio ambiente (b)
Mudanças no cromossoma Y numa geração (g)
Variabilidade genética (c)
Rascunho do genoma humano (a)
Tumor de Wilm
Estratégia evolutiva (h)
Não entendemos o genoma humano
A cara oculta do genoma
Enormes quantidades de informação de... (a)
A dislexia
Um gene da linguagem
As mulheres têm uma impressionante finura de olfato (d)
Povoadores do continente americano
Comportamento moderno humano
Gráficos de comparação crescimento exponencial a curto e a longo prazo
Diagrama da composição multifuncional da informação genética
Diagrama da verificação da informação genética (VIG)
Evolução em linha e com diferenciação sexual
Efeito de características complementares
Distribuição Normal
Evolução com o método VIG
Evolução com a suposição da ausência do método VIG
Tabela de resultados no exemplo dos travões
Gráficos da combinação genética da flor Dondiego de noite segundo a ler da excisão de Mendel
Gráficos da combinação genética de ratos segundo a ler de caráter dominante de Mendel
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