MOLWICKPEDIA
Museu de ciência do futuro na Internet. A vida, ciência e filosofia ao alcance das suas mãos. Livros em linha grátis da física, biologia e psicologia da educação. ![]() A EQUAÇÃO DO AMOR |
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4. Metafísica e realidade física4.a) Filosofia, ciência e religiãoNo âmbito da metafísica e da filosofia a dualidade aludida da realidade subjetiva e objetiva pode ter fortes implicações visto que no fundo estamos falando de mecanismos básicos da vida. As experiências pessoais em que se sentem as mudanças na velocidade temporal ou a aceleração do tempo estão intimamente ligadas aos conceitos de vida, esforço e amor, pertencendo portanto ao âmbito da metafísica e da realidade subjetiva. Ainda estamos longe de descobrir a base última da vida nos termos científicos ou de realidade física, mas se a energia está viva no sentido de ser portadora de vontade, liberdade e amor em si mesma, não há dúvidas de que os avanços no conhecimento do seu comportamento e características irão aproximar-nos aos mecanismos iniciais e primários da Vida. De qualquer forma, ainda que a influência mútua da ciência, da filosofia e da religião seja benéfica é inegável que não se devem misturar demasiado ou, pelo menos, não muito mais do que o objetivo deste livro com a metafísica e a física. Nalguns casos dá-me a impressão de que ao longo da história andaram a brincar com a realidade física a andar à roda e, noutras, ao cão, ao gato e ao rato! 4.b) O tempo, o espaço e a velocidade.Estes conceitos da física (realidade objetiva se excluirmos parte da realidade quântica e da Teoria da Relatividade) encontram-se muito ligados à metafísica e à vida, é árduo imaginar a vida sem a existência do tempo. A percepção do tempo é subjetiva, chegando a desaparecer quando estamos dormindo. Isto também é patrimônio comum da física e da metafísica. Para evitar a subjetividade e poder comunicar a realidade física e reconhecer aspectos temporais cria-se um conceito abstrato que se tenta medir e determinar por meios independentes do observador. É o tempo dos relógios. A principal característica deste conceito é a de ser absoluto. Não depende de nenhuma variável externa ou interna ao indivíduo, é um conceito abstrato, talvez não exista na realidade, mas como conceito é absoluto e real como a própria vida. Juntamente com estes conceitos clássicos do tempo, subjetivo e objetivo, aparece a relatividade do tempo da Física Moderna. Este está marcado pelas fórmulas matemáticas que o produzem e pela própria definição relativa de segundo que, a meu ver, a única coisa que provoca é confusão conceptual e perda da sua noção intuitiva. Em síntese, o tempo, para efeitos científicos, penso que deveria ser uma função monótona, crescente e continua e que a sua unidade está deficientemente definida. Com o espaço acontece algo parecido, é um conceito absoluto e abstrato e deveria mudar a definição de metro para fazê-lo independentemente do tempo, da gravidade e da energia. Ultimamente a tendência da ciência é criar as dimensões espaciais que façam falta para ajustar os seus modelos matemáticos, mas esperemos que não dure demasiado. O verdadeiro conceito relativo é a velocidade ou relação entre espaço e tempo. 4.c) Aceleração do tempo.Ao observar o jogo metafísico com a Equação do Amor e a obtenção da gravidade em funções do amor e da energia, o tema muda de perspectiva visto que parece que a fórmula do amor pode ter implicações na ciência da física e não ser um mero exercício de metafísica e poesia científica como era a minha pretensão no princípio. Poderia ser um ponto de vista subjetivo do universo, ao ler a fórmula damo-nos conta que intervém a aceleração, ou melhor, a velocidade do tempo e isso faz parte da ficção, metafísica ou realidade subjetiva. Já comentei que a realidade objetiva não se vê afetada em nada pela percepção subjetiva ou relativa dos seres. Em concreto, a gravidade subjetiva coincide com a gravidade objetiva sempre que a velocidade subjetiva do tempo coincida com a objetiva. Esta reflexão sobre os seres recorda-me o seguinte parágrafo da TGECV “Apesar desta consideração filosófica sobre a vida, que, em última instância, nos levaria a supor que todos os seres são seres vivos; normalmente, continuarei a utilizar a definição de seres vivos como animais e plantas, visto que é um termo útil quando se fala de genética”. Agora, na escala da realidade física não temos esse problema, podemos referir-nos ao caráter subjetivo de qualquer objeto. Na medida em que este caráter subjetivo possa supor uma mudança real e premeditada no tempo ou na velocidade da luz estaríamos deparando-nos com a própria vida ou com uma das manifestações mais elementares do exercício da liberdade. Há que ter cuidado com a compreensão conceptual das fórmulas matemáticas, pois alguma delas pode ser mais metafísica do que se poderia esperar. Por exemplo, a aceleração do tempo ao quadrado na Equação do Amor poderia entender-se como:
Seguramente se continuássemos procurando apareceriam outras possibilidades.
4.d) Uma interpretação familiar.De uma perspectiva familiar podem tirar-se algumas conclusões interessantes, mas totalmente irrelevantes para a ciência e para o mundo alheio à família, como a metafísica não familiar. Não obstante, como exemplo de relatividades e subjetividades especiais parece-me muito bom. Por um lado, do conceito de energia temos que: 1 Julio = 1 Newton * metro Por outro, um Molwick [c/G (1/kg m)] é por definição tautológica igual a uma Susana. Portanto, dividindo por kg e despejando da igualdade do apartado anterior ficaríamos com: (N/kg) = N m Mw = Julio * Susana E isso só pode ser: David = Julio * Susana Ou seja, que os meus três filhos estão relacionados pelo amor. Júlio é energia pura, David é forte e Susana, bem, tentarei com uma poesia de amor eterno: * * *
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Mª José T. Molina
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