A inteligência e teoria do conhecimento em relação à neurociência e à fisiologia do cérebro.

 




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TEORIA COGNITIVA GLOBAL

INTELIGÊNCIA, INTUIÇÃO, LINGUAGEM E A CRIATIVIDADE

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Índice
  1. Teoria do conhecimento e inteligência
  2. Conceito e tipos de inteligência
  3. Inteligência elegante e gestão do conhecimento
  4. Herança genética e inteligência
  5. A metáfora do semáforo
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4.a.3. Estudos com gêmeos idênticos

Acho que é em geral aceite que diversos estudos com gêmeos monozigóticos –com genes idênticos- deram correlações em inteligência de 80% ou próximas a este valor.

Para mim, este argumento é definitivo pois não teria muito sentido que a inteligência tivesse uma componente genética tão forte nuns casos e noutros não.

Um aspecto interessante dos estudos com gêmeos é que se se estudasse a correlação dos QI dos gêmeos com os seus respectivos pais seguramente a variação explicada seria sensivelmente menor à percentagem mencionada devido à combinação genética derivada das leis de Mendel.

Um dos autores mais conhecidos pelos seus artigos a favor da influência genética nos coeficientes de inteligência é Arthur Jensen.

Uma análise intermédia em relação à hereditariedade da inteligência é apresentada por Charles Murray e Richard J. Herrenstein no livro The Bell Curve, uma vez que reúnem inúmeros artigos e trabalhos com conclusões diferentes e inclusivamente contraditórias. As suas propostas enquadram-se dentro da sociologia e das conseqüências sobre a educação, basicamente defendem que a influência genética e meio ambiental estão bastante correlacionadas e poderiam gerar bolsas de população com menor desenvolvimento.

4.a.4. Estudos com irmãos ou gêmeos não idênticos  

Sobre as medidas da inteligência efetuadas em irmãos ou gêmeos dizigóticos podemos fazer dois comentários independentes.

Por um lado, nos estudos estatísticos, se a correlação observada num caso é de 40% e a esperada tendo em conta a combinação genética aleatória é de 50%, o grau de hereditariedade será determinado pela razão entre ambas correlações; ou seja, 40% / 50% = 80%

Para determinar a correlação esperada havia que partir de algumas hipóteses teóricas. Não seria a mesma coisa se conhecêssemos as regras para determinar qual é o gene dominante e o recessivo ou, mais propriamente dito, as regras de expressão genética; ou se na característica objeto de estudo intervêm vários cromossomas, caso em que o tema se complicaria bastante.

O segundo comentário refere-se a que, se as circunstâncias meio ambientais fossem realmente importantes, seria de esperar uma maior semelhança entre o coeficiente de inteligência dos irmãos ou gêmeos dizigóticos do que aquele que realmente se observa. Eu acho que estas circunstâncias são fundamentalmente iguais no seio de uma mesma família, salvo que demos importância desmesurada ao fato de ter um professor diferente de matemática ou qualquer outra matéria ou circunstância, caso em que nos poderíamos deparar com o fato da soma de todas as ponderações ser maior que a unidade.

4.a.5. Estudos com famílias: pais, mães e filhos 

Este tipo de trabalhos é mais escasso ou menos conhecido, normalmente os resultados sobre a correlação dos QI é bastante baixa. Se se efetuasse a correcção indicada no ponto anterior, em relação à correlação observada e à correlação esperada é possível que os resultados não fossem tão baixos.

O estudo estatístico incluído no anexo pertence a este grupo, se se mantêm os mesmos resultados em estudos adicionais poderia dar-se por terminado o debate sobre a herança da inteligência, pelo menos nas suas atuais dimensões. Ao mesmo tempo, é possível que debates profundos se revistam de especial atualidade.

A correlação obtida foi superior a 80% em muitos casos, chegando aos 96% e 99% em alguns deles.

A chave do êxito foi dupla. Por um lado, incorporou-se o modelo da TGECV – Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida e, por outro, agruparam-se os dados de forma a que se compensem as variações devidas ao componente aleatório da combinação genética.

De fato, com o agrupamento não é necessário corrigir a alça da correlação observada em função da correlação esperada, tendo a vantagem de que não há que conhecer a correlação esperada e, além disso, podem compensar-se outras possíveis variáveis de pequena intensidade e distribuição aleatória que pudessem afetar tanto a inteligência como os problemas na sua expressão e medição.

As múltiplas dimensões que implicam os diferentes agrupamentos permitiu efetuar uma análise de sensibilidade em relação à função objetivo, alterando aspectos parciais da estrutura do modelo e dos parâmetros envolvidos, com uma garantia razoável de que os resultados não se devem a coincidências mais ou menos aleatórias dos dados da amostragem.

Herança genética e inteligência   herança e ambiente

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Mª José T. Molina
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