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Índice
  1. Teoria do conhecimento e inteligência
  2. Conceito e tipos de inteligência
  3. Inteligência elegante e gestão do conhecimento
  4. Herança genética e inteligência
  5. A metáfora do semáforo

 

Teoria do conhecimento e inteligência
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4. Herança genética e inteligência

A medida da base genética da inteligência relacional foi e continua a ser um tema de debate intenso pelas conseqüências que derivam de uma ou outra postura.

Como já se comentou antes, no anexo apresenta-se um estudo estatístico de genética mendeliana melhorada que demonstra, a meu ver, tanto o caráter hereditário da inteligência em sentido estrito, e portanto da inteligência relacional em geral e de grande parte da própria TGECV - Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida.

 
ADN e herança genética
(Imagen de dominio público)
ADN e herança genética
 

Ainda que a estatística seja uma ciência famosa pela sua vulnerabilidade à manipulação, também é verdade que este argumento se utiliza freqüentemente quando não se quer reconhecer os fatos por muito claros que estes sejam.

Vejamos brevemente alguns dos pontos a favor da natureza genética da inteligência e os pontos contra, dificuldades ou elementos que permitem a coexistência de posições tão díspares.

 

4.a) Genética humana  

4.a.1. Crianças superdotadas  

A mera existência de crianças superdotadas indica-nos sem dúvida razoável a hereditariedade genética da inteligência que nos encontramos perante um tema com profundas, ou mesmo únicas, raízes genéticas.

O outro grande argumento que avaliza a herança genética da inteligência humana é que não se pôde isolar nenhuma causa concreta de meio ambiente que afete a inteligência por si só. É sobejamente conhecido o tema da existência de muitos irmãos com semelhantes condições de meio ambiente e diferente nível de inteligência.

Por outro lado, não só existem crianças superdotadas em inteligência como em muitas outras capacidades tanto intelectuais como físicas ou artísticas, o que acrescenta mais argumentos ao caráter hereditário das referidas habilidades.

4.a.2. Genética mendeliana e o método VIG 

Se as precisões conceptuais efetuadas sobre a inteligência e a intuição em relação a diferentes formas de obter as respostas requeridas ao sistema são aceites, indiretamente estaríamos a aceitar a base genética da inteligência.

O método de verificação da informação genética efetua-se, neste caso, num momento posterior à transmissão genética e inclusivamente posterior ao desenvolvimento inicial do novo ser. Não obstante, prefiro conservar o adjetivo relativo à genética na denominação deste método para indicar que a estrutura operativa é determinada pelos genes.

base teórica do modelo estatístico citado anteriormente é a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, no livro da TGECV apresenta-se em detalhe uma explicação gráfica da herança da inteligência com genética mendeliana e operatividade ou não do método de verificação da informação genética.

 

 


ENGENHARIA GENÉTICA APLICADA À INTELIGÊNCIA

Um tema sempre presente ao estudar em profundidade a herança genética da inteligência é a possibilidade de melhoria da mesma e a forma de levar a cabo essa mesma melhoria.

Normalmente entende-se que a inteligência é uma característica genérica, para além de representar uma desigualdade inicial dos seres humanos, não se poderia melhorar; o que não é muito agradável para a maioria das pessoas e leva a não aceitar a herança genética da inteligência enquanto não se demonstre com certeza absoluta, algo impossível inclusivamente em matérias tão assépticas como a Física.

Contudo, num futuro próximo pode pensar-se na melhoria da capacidade intelectual, ainda que tenha natureza hereditária, se a engenharia genética alcança um grau de desenvolvimento tecnológico suficiente. Ainda estamos longe desta possibilidade, mas talvez não tão longe como se pudesse pensar ao princípio; em seguida expõem-se algumas reflexões sobre a possível aplicação da engenharia genética à melhoria da inteligência.

O Estudo EDI sobre Evolução e Desenho da Inteligência demonstra, a meu ver, não só a hereditariedade das funções de relação que compõem a inteligência, mas também que devem estar concentradas num único cromossoma.

Supondo que as conclusões do referido estudo sejam corretas, o problema da melhoria da inteligência herdada iria limitar-se à melhoria do cromossoma implicado, em princípio poderia ser o cromossoma sexual, tanto o Y como o X, mas agora não vamos argumentar este aspecto, pois seria indiferente se fosse outro o cromossoma da inteligência, identificá-lo seria suficiente para poder começar a pensar em utilizar a engenharia genética.

Um filme que trata o tema geral da escolha de qualidades dos descendentes com uma grande ternura e respeito pela liberdade individual, em relação à utilização da engenharia genética ou não, é Gataca. Curiosamente o filme Gataca centra-se especialmente na característica da inteligência genética, ainda que não entre em nenhum momento em detalhes técnicos.

Obviamente, o problema da alteração de qualidades hereditárias é a perda de identidade ou linha evolutiva do filho em relação aos pais. Conseqüentemente, parece estranho inclusivamente considerar determinados mudanças devido às implicações morais. Não obstante, como em Gataca, se se respeita por um lado a liberdade de escolha dos pais e, por outro, as características que não se desejam mudar mantêm a sua evolução normal, não haveria em princípio nenhuma objeção moral à possibilidade da aplicação da técnica da engenharia genética para melhorar a inteligência, tal como já se está utilizando para evitar doenças congênitas.

Antes dissemos que a inteligência se concentra num cromossoma e se refletimos sobre o sentido ou razão da existência dos cromossomas veremos que em alguma medida devem representar unidades independentes de código genético; ou seja, um novo ser pode formar-se a partir de código genético com cromossomas de diferentes pessoas. É o que faz a natureza, e funciona bem, logo não existe incompatibilidade funcional entre o desenvolvimento genético que implicam os distintos cromossomas ou, pelo menos, é muito menor.

Conseqüentemente, se a engenharia genética permitisse mudar um cromossoma nos momentos inicias da fecundação poderíamos encontrar-nos com um novo ser com todas as características dos progenitores menos as derivadas da inteligência e de todas aquelas características que se encontram no mesmo cromossoma.

Não se trata de forçar ou inventar nada estranho sobre a herança genética; o que se considera é a possibilidade de uma aplicação da engenharia genética no futuro mais ou menos próximo (50 anos) sempre e quando fossem corretas as conclusões do Estudo EDI, não existissem problemas colaterais, se respeitem as características pessoais da evolução natural e, claro, a liberdade individual das pessoas a escolher com garantias necessárias.
 

 


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Mª José T. Molina
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