M O L W I C K
  

María José T. Molina

Teoria Cognitiva Global

INTELIGÊNCIA,
INTUIÇÃO E CRIATIVIDADE

A inteligência humana

Características da inteligência humana. Diferenças entre os tipos de inteligência feminina e masculina. Cérebro feminino e masculino.

2.c.4. Inteligência humana: cérebro feminino e masculino

Neste ponto, gostaria de abordar um tema delicado, o da inteligência humana em relação a possíveis diferenças em inteligência entre as mulheres e os homens. Eu diria que há um consenso geral de que existem grandes diferenças entre a sensibilidade feminina e a masculina. Consequintemente, os conjuntos de funções relacionais básicas do cérebro feminino e masculino que suportam estas sensibilidades serão algo diferentes.

Estanque com nenúfar de Monet
(Imagem de domínio público)  Estanque com nenúfar de Monet

Daí que, se damos a homens e mulheres um determinado teste de inteligência que recolha em maior medida a sensibilidade feminina, seria de esperar que as mulheres obtivessem melhores pontuações e vice-versa.

O fato curioso é que todos, nalguma medida, memorizamos uma representação dos outros em que incluímos além da sua imagem algumas características; obviamente, a partir do nosso ponto de vista. Entre eles estará uma estimativa intuitiva da sua inteligência.

Como essa aproximação se realizará com uma escala pessoal da inteligência humana, não é de estranhar que muitas mulheres digam, totalmente convencidas, que são mais inteligentes que os homens e vice-versa. De fato, todas e todos têm razão desde o seu ponto de vista ou escala de referência.

Um exemplo da complexidade do tema seria falar da beleza da inteligência e da inteligência da beleza, uma vez que em certo sentido ambas afirmações são corretas e, portanto, devem existir funções relacionais elementares que as sustenham. Em relação a este tema e sem querer entrar em maiores profundidades, poderia citar-se o fato de certas simetrias…

Outro exemplo pode ser o diferente resultado que podem oferecer complicados cálculos matemáticos se estamos a trabalhar com variáveis arredondadas a inteiros com decimais. Nalgumas ocasiões é melhor uma forma e noutras a outra forma; mas se as funções são muito complicadas, talvez não se possa ou não seja eficiente manter ambas simultaneamente na estrutura do cérebro.

Nos complicados cálculos utilizados, pela sua quantidade, na demonstração da hereditariedade da inteligência, ordenam-se as variáveis com diferentes critérios, pois bem, os resultados podem variar sensivelmente, nunca melhor dito, dependendo do critério de ordenação prévio ao último utilizado.

Se a escala absoluta não se pode chegar a conhecer, será uma boa solução utilizar por pura convenção uma escala neutra em relação ao gênero. Isto é o que fazem algumas das provas atuais mais importantes que constam de distintos grupos de formulários ou perguntas e conseguem através da ponderação que a sua avaliação global seja neutra.

Nalguns casos, como o TCI, teste baseado em séries de domínios, os valores corrigem-se diretamente com escala diferente em função do gênero, masculino ou feminino.

Noutros casos, corrigem-se os resultados em função da idade. Para idades superiores aos 30 anos vai-se premiando o resultado por considerar que existe uma queda no rendimento ainda que não no potencial.

Em definitivo, trata-se de conseguir a igualdade das capacidades intelectuais por idades de uma forma convencional. Poderia dar-se o caso contrário, ou seja, a desigualdade teórica, por exemplo, poderia ser que os mais jovens sejam mais inteligentes por motivos evolutivos, o trabalho estatístico do anexo consegue melhores ajustamentos nas correlações estudadas para uma melhoria de 10% em cada geração.

Definitivamente, a interpretação dos dados estatísticos é sempre arriscada quando não os próprios dados.

Um exemplo de diferenças entre humanos e humanas que está aceitado pelas mulheres e os homens com humor saudável. Eles preferem a elas com uma simetria de giro 90-60-90 e as mulheres preferem nos homens o crescimento exponencial 10-23-1023, ou seja, um 10 em inteligência, um... e um 1023 em $.

Seguindo com as diferenças e um pouco de humor, se os homens tivessem que definir uma medida única que englobasse os três parâmetros anteriores, utilizariam a desviação típica e as mulheres... a soma.

Agora que já admitimos as diferenças, vejamos com que podemos contribuir de um ponto de vista científico sobre algumas diferenças observadas.

  • A esperança de vida humana.

    As mulheres têm uma esperança de vida aproximadamente entre 5 e 10% superior à dos homens na maioria dos países, sendo que em Espanha é de cerca de 7 anos (84 para as mulheres versus 77 para os homens). Parece claro que algo terão melhor as mulheres na sua constituição independentemente de que existam outros fatores como o menor consumo feminino de tabaco ou diferentes tipos de trabalho, etc.

    De acordo com a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, a principal função da diferenciação sexual é a de servir de filtro genérico entre a informação recebida dos progenitores masculino e feminino. Esta teoria também afirma que as mulheres têm uma cópia intacta da informação genética, que tem a vantagem de ter assegurada a sua viabilidade fenótipa.

    Consequentemente, o filtro do cromossoma X deveria dar uma estrutura mais estável que a dos cromossomas XY, a mesma argumentação serve para os outros 22 pares de cromossomas humanos e os de outros animais com diferenciação sexual. Não seria surpreendente que o efeito fosse uma maior longevidade feminina; explicando a realidade observada, pelo menos parcialmente.

  • Diferenças de género em inteligência humana na zona do umbral inferior.

    Um tema interessante seria o efeito da estabilidade assinalada no ponto anterior sobre a inteligência humana na parte baixa da típica função de Gauss.

    O Estudo EDI – Evolução e Desenho da Inteligência detecta, num caso de cada cinco, o que denomina acidentes genéticos na evolução da inteligência, que são muito relevantes quantitativamente falando.

    Também não seria estranho que as importantes diminuições da inteligência humana pelos referidos acidentes acontecessem mais em homens do que em mulheres.

  • Diferenças de género em inteligência humana na zona do umbral superior.

    Como o caso citado de séries de dominós.

    Continuando com a teoria geral da Evolução Condicionada da Vida, a Teoria Cognitiva Global e os resultados empíricos do Estudo EDI- Evolução e Desenho da Inteligência, como as mulheres não modificam a informação genética e são genéticas muitas das funções elementares que compõem a inteligência, os cromossomas X teriam pelo menos uma geração de atraso na evolução com diferenciação sexual e uma média de duas gerações de atraso. Salvo que o cromossoma X passe à geração seguinte atualizado a 100% de cada vez que se junta com o Y, este fato poderia explicar a escassa participação feminina nas associações de sobredotados, as nomeações aos Prémios Nobel, as poucas invenções femininas, menores trabalhos de direção, etc., sem necessidade de recorrer à especialização histórica do trabalho ou de ser muito negativo com os homens acusando-os sem provas científicas de favoritismo de género.

    O curioso é que socialmente parece que essa acusação gratuita não é grosseira, mas é-o a possível explicação científica a determinadas características da inteligência humana, ainda que possa ser certo.

Ainda que considere que a natureza científica da Teoria da Evolução Condicionada da Vida, a Teoria Cognitiva Global e o Estudo EDI é clara; dada a sensibilidade social dos temas tratados seria desejável realizar um novo Estudo EDI-2 sobre a evolução e desenho da inteligência humana com uma amostra maior que permita uma maior sensibilidade e significatividade do modelo para este aspecto concreto da atualização do cromossoma X.

Por outro lado, na página sobre Evolução da inteligência do livro da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida apresenta-se a nova experiência de Darwinoutro, ainda sem realizar, para confirmar os resultados do Estudo EDI com uma metodologia muito simples.

 

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