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Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida

TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
CONDICIONADA DA VIDA

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Índice
  1. Evolução e método científico
  2. O conceito de evoluçao, vida e sistemas de impulso vital
  3. Análise das teorias evolucionistas precedentes
  4. Genética e evolução
  5. TGECV - Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida
  6. Investigação empírica
  7. Simulação da evolução. Bilhar espanhol da evolução
  8. Psicologia do desenvolvimento
  9. Teorias da origem do homem
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Livro online da TGECV - Nova teoria da evolução que indica uma tendência intrínseca da vida a melhorar.

 
 

VI. TEORIA CIENTÍFICA DA EVOLUÇÃO

VI.1. Características da teoria científica

Atendendo à natureza da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, podem apontar-se as seguintes características:

  • Filosofia e ciência

    Todas as teorias têm o seu substrato filosófico mais ou menos visível. Neste caso, apresentou-se explicitamente a dualidade da teoria prestando-se especial atenção à devida separação e independência das suas implicações de caráter científico, tentando, na medida do possível, propor métodos de verificação das mesmas de acordo com o método científico.

    A sua dualidade deve-se a que afeta tanto a ciência como a filosofia. A sua formulação tenta expressar os princípios básicos da evolução do homem, a origem da vida e a evolução em geral.

  • Teoria teleológica e ortogenética

    Pode classificar-se como uma teoria ortogenética por admitir fatores propriamente internos, e teleológica por lhe atribuir uma finalidade à evolução.

    Formulou-se a teoria com estas características porque julgo que são certas, importantes e bonitas, ainda que de um ponto de vista estritamente científico a finalidade de ampliar ou não a esfera da liberdade é relativamente irrelevante. Digo “relativamente” porque, se as suas conseqüências são certas, o mais lógico seria aceitar e reconhecer os princípios inspiradores da teoria, enquanto não se encontre outra explicação mais coerente.

  • Teoria geral

    Como o seu próprio nome indica, a teoria tem vocação para ser geral. A sua formulação tenta expressar os princípios básicos da evolução e a origem da vida. Inclusivamente dá mais um passo, ao supor que estes mesmos princípios se podem predicar de qualquer sistema evolutivo de impulso vital.

    Em nenhum momento nega as teorias prévias da evolução na sua totalidade, mas sim o contrário, em grande parte, incorpora-as através do ponto terceiro como casos particulares.

    Na maioria dos processos evolutivos superiores seguramente produzem-se simultaneamente mudanças genéticas por influência do meio, por processos aleatórios, processos de tentativa e erro; alguns estarão já verificados; existirá a diferenciação sexual e a seleção natural e sexual estarão mais ou menos presente.

  • Teoria continuista e revolucionaria simultaneamente

    Continuista, porque parte das grandes contribuições efetuadas por Lamarck, Darwin, Mendel e das comumente ignoradas mas importantes correntes opostas à teoria da seleção natural; desenvolve, refunde e moderniza as idéias na matéria, em função dos novos contribuições conseqüência do avanço da ciência e, sobretudo, da cultura atual da nossa sociedade.

    Revolucionária, porque o resultado supõe um salto qualitativo na compreensão da vida, a sua origem e a sua evolução. Em qualquer caso, como a própria teoria aponta, em geral, os saltos evolutivos podem representar-se analogicamente como a construção de novo edifício mais alto do que os anteriores, necessitando para isso de vários pilares e de um conhecimento geral mais avançado.

  • Teoria intuitiva e de sistemas complexos

    Pelos métodos científicos, a teoria pode classificar-se entre as que utilizam o método hipotético-dedutivo ou de comprovação de hipóteses. Sendo uma das características típicas deste método, a sua aplicação a sistemas complexos e ter uma forte componente intuitiva como origem dos modelos teóricos a contrastar.

  • Metodologia da investigação

    Para o desenvolvimento desta teoria utilizou-se uma metodologia da investigação se não nova, pelo menos muito especial ao incorporar uma base filosófica diferente, se bem que, ao mesmo tempo respeitando sempre a natureza do método científico. Por outro lado penso que esta metodologia da investigação se pode aplicar a outros ramos do conhecimento, na medida em que estudem sistemas complexos que se assemelhem ao da evolução da vida e que denomino sistemas de impulso vital.

  • Teoria da evolução demonstrada

    A meu ver, os resultados do estudo estatístico sobre genética e inteligência, incluído no livro da Teoria Cognitiva Global, com os dados longitudinais do Young Adulthood Study 1939-1967 demonstram com clareza o caráter hereditário da inteligência (até 0,99), a significatividade do cromossoma de menor potencial intelectual, funcionalidades importantes da diferenciação sexual e da própria existência de uma evolução finalista e teleológica.

    Ou seja, as previsões mais importantes da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida-TGECV.

  • Multidisciplinar

    Como todas as teorias da evolução, esta teoria afetará um grande número de disciplinas do conhecimento.
    Inversamente, o próprio desenvolvimento e ampliação da presente teoria necessitará da utilização de conhecimentos de diversas disciplinas.

  • Cañaveruelense ou tiberia

  • Provisória

    Não obstante o que se comentou anteriormente, uma coisa é demonstrar num estudo concreto uma teoria e outra é considerá-la demonstrada definitivamente. Serão necessários estudos mais extensos e noutras áreas para consegui-lo.

    Também é certo que constantemente estão a aparecer notícias de ciência, biologia y genética que enquadram perfeitamente com a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida como a duplicação do genoma do arroz e de outros muitos pedaços de ADN.

    Até à data, só se verificou parcialmente, encontrando-se em fase de divulgação e de verificação adicional, com a finalidade de ser aceite geralmente pela comunidade científica e pela sociedade no seu conjunto e, como não, contribuir para a evolução do homem e da vida.

VI.2. Dificuldade de investigação empírica

A validação empírica de uma teoria é uma componente fundamental de todas as teorias que aspirem a ser científicas; sem ela, não deixa d ser uma teoria, enquanto não de demonstra a sua falsidade, mas fica dentro do mundo da filosofia.

Em princípio, esta teoria apresenta numerosas dificuldades na hora da sua demonstração. Por um lado, a sua vertente filosófica, logicamente, não se pode demonstrar. Por outro, as suas implicações científicas encontram-se nos limites de percepção com a tecnologia atual, como é normal em quase todas as novas teorias.

Convém assinalar que certas inovações de caráter científico podem ter conseqüências filosóficas, ou seja, aspectos considerados filosóficos numa época podem passar a ser científicos noutra posterior ou vice-versa, como o caso do deus Ra.

Além disso, implicar uma mudança radical da teoria geralmente aceite no presente supõe uma barreira importante. Não obstante, os avanços recentes em biologia e genética estão proporcionando novos conhecimentos dos passos evolutivos que dificilmente encaixam com a teoria da Seleção Natural ou com as suas atualizações.

Notícias recentes e certas teorias ou correntes apóiam, a meu ver, a visão global da nova teoria. Já citei algumas delas; recordemos, a título de exemplo, que a base biológica da capacidade de linguagem se vem propugnando com clareza desde há décadas e agora se tão descobrindo seqüências particulares de ADN que a afetam.

Outro aspecto, que eleva significativamente o grau de dificuldade para ser aceite pela sociedade, é o das conseqüências sobre o mundo da filosofia, a psicologia e, em parte, inclusivamente da religião que se derivariam da TGECV em caso da sua aceitação.

Portanto, um meio de aceitação pessoal da teoria seria a sua comprovação intuitiva perante as explicações e exemplos mostrados; mas não será fácil, perante os numerosos elementos contextuais que concorrem para as considerações da mesma.

Apesar do anteriormente dito, de um ponto de vista estritamente científico, é possível realizar diversas tentativas de verificação mediante a investigação empírica de aspectos parciais, que resultaram ser positivos, e de certo modo implicam a validação indireta do conteúdo científico da TGECV ou, pelo menos, da lógica de argumentação das suas proposições.

Vejamos em seguida as soluções que se propõem considerando a hipótese mais razoável e os diversos modelos de verificação parcial da teoria.

a) Hipótese mais razoável

Quando duas teorias se apresentam para explicar o mesmo fenômeno e nenhuma delas pode ser provada de forma indiscutível, um argumento importante pode ser o de que a “hipótese mais razoável” para decidir por uma ou outra. Se as duas teorias fossem igualmente razoáveis, então interviria a navalha de Occam, mas não antes.

Neste sentido, penso que a racionalidade da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é muito superior à da Seleção Natural, porque a primeira explica mais elementos da realidade e conforma um conjunto mais harmônico da evolução.

Outro ponto a favor da TGECV é a incorporação dos denominados sistemas de impulso vital, que se podem observar e medir mais facilmente que a evolução genética. Na medida em que a metodologia proposta para a investigação empírica destes sistemas proporcione algum resultado positivo poderíamos começar a inclinar a balança definitivamente a favor desta teoria.

Independentemente destes argumentos, acho que os meios de verificação propostos ou outros que se possam conceber, deram e continuarão a dar resultados surpreendentemente positivos.

b) Verificação parcial

Determinadas doenças de raiz hereditária explicam-se perfeitamente à luz da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, por exemplo as típicas do sexo masculino, porque ao ter um só gene X, se este não possui alguma função concreta, não poderá ser substituída pelo segundo gene X. normalmente tratar-se-á da carência de funções recentes do ponto de vista evolutivo, ou de funções muito antigas e que não evoluíram, gerando problemas de coerência ou compatibilidade interna.

Este fato é conhecido, explicando-se de igual forma, mas sem a lógica da dinâmica evolutiva interna.

 

NOTÍCIAS DA EVOLUÇAO


"Trata-se de pessoas que não relacionam o oral com o escrito e que perdem o conceito de palavra...
Não há um único critério sobre a procedência e definição deste problema...O que sem parece certo é que se trata de uma diferença genética que padecem algumas pessoas, que é hereditária e que basicamente a única coisa que provoca a dislexia são problemas na aprendizagem..."
El País 27-05-2002



Talvez, problemas devidos a carências funcionais hereditárias mais complexas possam ter uma explicação mais precisa por parte da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, a título de exemplo podem mencionar-se os diversos problemas que supõem o que globalmente se conhece como dislexia, cujo caráter hereditário também se coloca em causa.

Em seguida relacionam-se um fato real e importante que enquadra perfeitamente nas considerações da teoria, e várias propostas de modelos matemático-estatísticos para a sua investigação empírica. Como veremos, para um deles formalizaram-se em detalhe as relações entre as variáveis explicativas e as variáveis dependentes:

  • Descendentes de progenitores próximos

Nos humanos e seguramente em todos os animais superiores, os filhos de um irmão com a sua irmã são viáveis mas com graves problemas, seguramente causados pela falta de verificação das variações genéticas com uma fonte realmente externa. Este fato também nos daria uma idéia da grande quantidade de variações que se produzem numa só geração contra aquilo em que se acredita normalmente. Se a grande quantidade de mudanças que se produzem fosse totalmente aleatória, e tendo em conta a complexidade e sensibilidade do sistema, os novos seres raramente seriam viáveis.

Pode afirmar-se que este fato encaixa perfeitamente na Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida, enquanto que as outras teorias não o explicam de forma nenhuma.

 


Teoria sobre a origem da vida.   Evolução da inteligência

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