M O L W I C K
 

María José T. Molina

TGECV

TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
CONDICIONADA DA VIDA

Variabilidade genética

Fontes e origem da variabilidade genética. Ao contrário da genética clássica, hoje é difícil dar uma definição de gene. Os mecanismos da variabilidade genética é a Evolução.

IV.3. Variabilidade genética

Um dos motivos essenciais de discrepância entre a Teoria de Darwin e a Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida é a fonte ou origem de variabilidade genética, modificações do código genético ou deriva genética.

Para a primeira, a origem da variabilidade genética é de caráter aleatório enquanto a segunda considera impossível, do ponto de vista lógico, que assim seja. Portanto, para a TGECV, essas modificações têm que ter um caráter dirigido e, consequentemente, uma finalidade.

NOTÍCIAS DA EVOLUÇÃO

 "O comportamento dos animais é sempre lógico, porque é consequência de uma estratégia evolutiva…"

El País 02-10-2002. Congreso Nacional de Etología.

Por outro lado, assinalar que a genética atual está interatuando no código genético do ADN sem saber as consequências que uma modificação do mesmo pode ter.

A regulação genética atual é algo parecido à modificação de um programa de computador sem conhecer a sua estrutura, nem as suas funções, nem a linguagem da sua programação na sua globalidade. Não é minha intenção exagerar em absoluto os riscos que a engenharia genética possa implicar, sem dúvida existem, mas penso que são realmente pequenos.

Quando se modifica um programa, pode deixar de funcionar, mas é difícil criar um vírus informático por acidente. Com a variabilidade genética aleatória ou por acidente deveria ocorrer a mesma coisa, o novo ser seria inviável mas nada mais. Um tema diferente seria o desenho intencional de problemas genéticos tipo guerra bacteriológica.

NOTÍCIAS DA EVOLUÇÃO

 Sydney Brener
Prêmio Nobel da Medicina 2002
"Não entendemos basicamente nada do genoma humano"

El País 18-09-2003.

Do mesmo modo, é de supor que, quanto mais de conheça o funcionamento do ADN, mais fácil será chegar à certeza da impossibilidade de que sistemas tão complexos e perfeitos tenham surgido como consequência de uma variabilidade genética aleatória. Também tenho a impressão de que as variações na informação genética se continuam a considerar aleatórias porque não se conhecem as causas das mesmas nem a sua distribuição estatística concreta e não porque esteja demonstrado o seu caráter aleatório.

IV.3.a) Conceito e definição de gene  

Ao contrário da genética clássica, hoje é difícil dar uma definição de gene, o funcionamento do genoma é mais complicado do que pensavam os biólogos há muito poucos anos.

Utilizarei o conceito de variabilidade genética ou modificações do código genético restringido no sentido de me referir àquelas modificações do código genético que se produzem nos genes que se transmitem à descendência ou recebem dos progenitores.

GloFish - geneticamente modificados
Danio rerio
(Imagem de domínio público)  GloFish - geneticamente modificados. Danio rerio

Esta restrição é importante visto que, como sabemos, todas as células contêm o código genético inteiro do indivíduo. É possível que uma modificação genética tenha origem numa célula que não tenha funções reprodutivas, o conceito aqui utilizado incluirá estas modificações na medida em que acabem passando para o sistema reprodutor por qualquer método que possa existir.

Logicamente, até à data não se admite a possibilidade de que nenhum método possa existir.

Outro esclarecimento que convém realizar é a utilização da expressão “mudanças num gene” ou semelhantes, para fazer referencia a expressões do tipo “modificações do código genético ou informação genética a transmitir aos descendentes ou recebida dos progenitores”, evitando-se a sua repetição demasiadas vezes.

Esta utilização prática evitar-se-á na medida do possível mas, por vezes, simplifica os raciocínios; inclusivamente vou utilizá-la para me referir a informação genética que poderia estar localizada em distintos genes, quando esta circunstancia não seja relevante.

NOTÍCIAS DA EVOLUÇÃO

 "A cara oculta do genoma.
 ... Hoje é muito difícil dar uma definição precisa do que é um gene.
... temos os genes que codificam proteínas a partir de ADN e os genes de ARN que não codificam.... As moléculas de ARN são peças de um quebra-cabeças do qual não se conhece a figura"

El País 10-09-2003.

Normalmente, tenemos la idea de información genética y variabilidad genética como algo muy complicado: la estructura molecular tridimensional del ADN, etc. Conviene, pues, señalar que el concepto aquí utilizado es perfectamente asimilable a otros conceptos mucho más comunes de la vida diaria y seguramente más útiles a la hora de seguir una argumentación más o menos compleja.

Esta equivalencia se debe a que el análisis realizado respecto de la información genética y la variabilidad genética es de carácter funcional y no de los mecanismos moleculares que utiliza la naturaleza.

A este efecto podemos citar algunos ejemplos:

  • Código de um programa de computador.

  • Mapas e definições técnicas de um edifício.

  • Conjunto de definições técnicas que permitem a fabricação de um carro.

  • Instruções de manejo de qualquer tipo de aparato mais ou menos complicado.

 

IV.3.b) Classificação da variabilidade genética 

A variabilidade genética pode classificar-se a partir de vários pontos de vista; não tentarei, de forma nenhuma, ser exaustivo na sua classificação; o que se pretende é dar uma ideia das muitas possibilidades existentes na hora de classificar e mostrar as mais relevantes que me surgiram na análise da evolução.

  • Variações genéticas derivadas dos objetivos do sistema evolutivo.

    • Melhoria da eficácia.

      • Melhoria das características dos materiais: proteínas novas

      • Racionalização e simplificação da estrutura do código genético

      • Melhoria da eficácia funcional de qualquer elemento da informação genética

    • Garantia e segurança.

      • Provocar variações genéticas para cobrir diferentes circunstâncias meio ambientais.

      • Associar para além da informação genética a condição de estrutural para saber as consequências que poderia trazer uma futura modificação ou variação da mesma.

      • Manutenção de informação genética não operativa para usos possíveis posteriores

    • Coerência e compatibilidade.

      • Associar a condição de verificação com a informação da outra fonte nos casos de diferenciação sexual.

      • Desenvolvimento paralelo ou equilibrado de funções de genes com caracteres complementares.

    • Otimização.

      • Efetuar modificações da informação genética arriscadas confiando no mecanismo posterior da seleção natural para o caso de não-êxito.

      • Variações genéticas destinadas a ampliar as possibilidades de uso dos mesmos mecanismos ou funções do novo ser.

  • Pelos métodos de evolução genética de que formam parte ou nos que se apoiam.

    • Tentativa e erro
    • Seleção natural
    • Verificação exaustiva
    • Verificação parcial
    • Diferenciação sexual primária endogâmica e outras variantes
    • Diferenciação sexual
    • Verificação externa da informação genética
    • Cópia de segurança ou arquivo histórico
  • Pela causa ou origem da variabilidade genética.

    • Acidental ou mutações aleatórias / dirigida
    • Interna / externa (ao indivíduo). A primeira seria o conjunto de melhorias no código genético que se produzem como consequência da aprendizagem, trabalho e experiência durante a vida do indivíduo e anterior à transmissão da informação genética
    • Endógena (lógica do sistema genético) / exógena (fatores meio ambientais)
  • Pela natureza da sua expressão.

    • Código operativo / não operativo. (ADN “lixo” Termo muito apropriado)
    • Discretas / contínuas
    • Restritiva (Condição de verificação externa...) / aditiva / especiais
    • Variações de genes com caracteres complementares / independentes / dependentes
    • Imediatas / longínquas (confirmação em várias gerações)
    • Momentos iniciais (do novo ser) / posteriores
    • Visíveis (escala macro) / ( não visíveis (escala micro)

      NOTÍCIAS DA EVOLUÇÃO

       "A matéria escura do ADN vê a luz do dia.
      ...A primeira surpresa é que o chamado lixo genético não o é: 80% do ADN tem alguma função bioquímica. E nada menos do que 95% está implicado na regulação dos genes convencionais."

      El País 6-09-2012

     

  • Pelos mecanismos de variabilidade genética.

    • Aleatórios / desenho
    • Aleatórios pré-determinados (só entre opções) / aleatórios puros. Simples / complexos

 

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