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Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida

TEORIA GERAL DA EVOLUÇÃO
CONDICIONADA DA VIDA

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Índice
  1. Evolução e método científico
  2. O conceito de evoluçao, vida e sistemas de impulso vital
  3. Análise das teorias evolucionistas precedentes
  4. Genética e evolução
  5. TGECV - Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida
  6. Investigação empírica
  7. Simulação da evolução. Bilhar espanhol da evolução
  8. Psicologia do desenvolvimento
  9. Teorias da origem do homem
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Livro online da TGECV - Nova teoria da evolução que indica uma tendência intrínseca da vida a melhorar.

 
 

IV.2.b.3. Genes dominantes e genes recessivos

Significatividade e expressão das modificações genéticas: o exemplo do desenvolvimento tecnológico dos travões na indústria do automóvel.

Independentemente da investigação sobre os mecanismos moleculares através dos quais se expressam os caracteres dominantes ou recessivos incluídos no material genético, pode-se estudar se o conceito de caráter dominante está claramente definido ou se se trata de um conceito clássico e um tanto básico; que se deveria precisar mais, atendendo à sua verdadeira natureza e comportamento instrumental ou, noutras palavras, à sua funcionalidade no quadro da evolução genética.

Desde que o estudei sempre me perguntei qual dos genes se expressaria, nos exemplos utilizados para explicar a Teoria de Mendel, se os dois genes dos progenitores são dominantes ou se ambos fossem recessivos.

Dado que o conceito dominante implica uma discriminação em relação ao caráter que se vai desenvolver no novo ser, há que examinar as possíveis causas de discriminação para uma melhor, mais rápida ou mais segura evolução. Tomemos a seguinte suposição em que se utiliza a analogia com a mecânica do automóvel para facilitar a compreensão:

  • Existência de dois tipos de genes para uma determinada característica do automóvel. Gene tipo N e gene tipo N+A.

  • O gene tipo N contém as definições técnicas para desenvolver os travões normais de um automóvel.

  • O gene tipo N+A para além das anteriores definições técnicas para travões normais incorpora as definições técnicas correspondentes a travões ABS (daqui em diante d.t.f. ABS)

O conjunto de possibilidades ou combinações genéticas para os casos 1 e 2 seguintes seria:

  Tabela de resultados no exemplo dos travões.


Suponhamos num primeiro caso (caso 1) que uma falha nas d.t.f. ABS pudesse ocasionar que não funcionasse de todo o sistema de travões, ou seja, nem sequer os travões normais; claro que, para garantir a viabilidade comercial do novo veículo, que implica evitar acidentes, vai requerer-se que sempre que funcionem os travões; seja normais ou normais e ABS.

Portanto, para incorporar os travões ABS deverá ter-se uma grande segurança de que as definições técnicas dos mesmos são corretas e isso, a priori, unicamente se pode conseguir mediante a comparação de ditas definições técnicas de ambos genes de forma que se coincidem podemos assegurar que não existe praticamente erro, já que seria muito difícil que coincidissem num erro particular.

Se existir um gene sem a presença das d.t.f. ABS ou, existindo em ambos e não sendo exatamente idênticas, não se desenvolverão os travões ABS. Assim, para o caso 1 o gene dominante é de tipo N já que quando está presente força o desenvolvimento de travões normais perante a impossibilidade, como dissemos, de que coincidam as d.t.f. ABS.

Observe-se que o gene tipo N é o menos evoluído na nossa suposição.

Se supomos o caso contrário (caso 2) que uma falha nas d.t.f. ABS implica a sua não operatividade, mas mantém a operatividade do sistema de travões normais; para garantir a viabilidade comercial do novo veículo não será necessária a presença das d.t.f. ABS nos dois genes, visto que um erro nas mesmas não provocará dano algum no resto do sistema de travões ou do veículo.

Em conseqüência, se existir apenas um gene tipo N+A construir-se-á o automóvel com travões ABS porque a possibilidade de que sejam operativos supõe por si mesma uma vantagem e nenhum inconveniente ou risco.

Agora, o gene dominante, ou melhor dito, o gene significativo, é o de tipo N+A dado que se está presente, manifestar-se-á sempre, e continua a ser mais evoluído ou moderno que o tipo N. como se pode ver, o gene dominante d primeiro caso converteu-se em recessivo e o recessivo em dominante; isso implica que o ser dominante ou recessivo é um conceito um tanto relativo e não só pelo gene par mas também pela funcionalidade associada à expressão dos genes.

Se acrescentássemos um novo gene, tipo N+A+M, com umas definições técnicas de travões mais modernos ou potentes que os ABS, sob as suposições do caso 1 teríamos que o gene tipo N+A seria recessivo em relação ao tipo N e dominante em relação ao tipo N+A+M, enquanto que para as suposições do caso 2 o gene tipo N+A seria dominante em relação ao tipo N e recessivo em relação ao tipo N+A+M.

A determinação da significatividade que pode ter um gene ou outro na configuração genética do novo ser para cada caso particular irá requerer um sinal ou marca genética, ou seja, uma determinada cadeia de ADN. Um mecanismo molecular que permite incorporar este sinal ou marca genética é o comportamento de certos pedaços de ADN chamados histões, estudados pela biologia molecular moderna.

Uma segunda questão é se o gene dominante compensa o recessivo ou se expressa unicamente ele; acontece algo parecido, a resposta é depende. No caso 1 citado anteriormente o gene dominante, ou tipo N, desenvolve unicamente os travões normais, e o recessivo poderia desenvolver, se forem os dois genes tipo N+A e se não se detectasse nenhum erro na verificação das definições técnicas, os travões normais e os ABS. Com as suposições do caso 2 o gene dominante ou tipo N+A desenvolve ambos tipos de travões e o recessivo ou tipo N unicamente os travões normais. Em qualquer caso, suponho que na natureza se apresentam muitíssimos casos semelhantes aos casos 1 e 2 da nossa suposição, e também muitíssimas mais suposições diferentes.

Todo o anteriormente dito é uma explicação do problema muito simplista, ainda que, não tanto como o conceito clássico de gene dominante.

Não nos esqueçamos que atualmente o pensamento geral é que o processo evolutivo se baseia numa combinação de mecanismos aleatórios e da seleção natural. A meu ver, poderia manter-se essa linha de pensamento na evolução dos animais mais simples, dado que se produzem milhões e milhões de crias em breves períodos de tempo, evoluíram durante milhões de anos e parece que não evoluíram demasiado.

Para os humanos não de há nenhuma das condições anteriores; antes o contrário, em linha descendente não se produziram mais de 200 gerações (tendo em conta que o ser humano moderno tem uma antiguidade máxima de 50.000 anos). Têm-se poucos filhos por cada geração e a evolução cerebral foi enorme.

 

NOTÍCIAS DA EVOLUÇAO


"A descoberta de vários pedaços de ocre talhado com motivos geométricos numa caverna sul-africana sobre o oceano Índico faz pensar que o comportamento moderno humano iniciou-se há pelo menos 77.000 anos, durante a idade da pedra africana. As amostras de atividade artística mais antigas conhecidas até agora, as pinturas rupestres das cavernas espanholas e francesas, eram muito mais modernas, mas também mais convincentes"
El País 11-01-2002. Science / Journal of Human Evolution.



Quantas combinações em linha descendente se necessitariam para que o código de Windows 3.11 passasse por mudanças aleatórias ao do Windows 95?

Quantas combinações se necessitariam para que as definições técnicas dos travões normais de um automóvel se transformassem nas de travões ABS?

Em definitivo, penso que se necessita de uma pequena atualização filosófica da evolução genética que reconheça a sua dinâmica intrínseca e nos permita aproximarmos-nos mais à natureza independentemente das idéias religiosas ou agnósticas que alguém possa ter.


Genótipo e fenótipo.   Genoma humano

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Experiências científicas perigosas - Buraco negro artificial...Big Bang

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